A direção nacional dos Correios está reunida com a representação sindical em Brasília para negociação da proposta reapresentada na semana passada: reajuste salarial de 6,87%, aumento real de R$ 50 em janeiro de 2012 o que representa um aumento de 13% para 60% dos trabalhadores e abono de R$ 800, além das demais cláusulas já divulgadas.
Mas esta proposta é a mesma oferecida antes do início da greve (dia 13 de setembro), é o que avisa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empresa Correios e Telégrafos (Sintect), Alexandre Takachi.
Segundo ele, o Sintect/MS aguarda o respaldo da decisão nacional, mas ele não acredita que haverá acerto.
“A proposta é igual a de antes da greve, por que aceitaríamos agora, mas estou aguardando a decisão da assembléia nacional”, comenta o presidente Takachi.
Estratégia para abalar a greve
Para tentar abalar a greve dos carteiros e atendentes, a direção nacional dos Correios está pagando aos funcionários que continuaram trabalhando quatro horas extras diárias, mais uma folha de ticket alimentação desde o início da paralisação (14 de setembro).
A assessoria nacional da empresa avisou que estão buscando a melhor alternativa para concluir as negociações e encerrar a paralisação.
“Os pontos sobre os quais ainda há divergências poderão ser discutidos com o restabelecimento da normalidade das atividades” divulgou a assessoria dos Correios.
Helton Verão
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