Paralisação durou 28 dias
Os funcionários dos Correios voltaram a trabalhar nesta quinta-feira (13), após quase um mês de paralisação, reivindicações de reajuste salarial e melhorias nas condições da categoria.
O Sindicato dos Trabalhadores Empresa Correios e Telégrafos de Mato Grosso do Sul (Sintect/MS) avaliou como positivo o resultado da manifestação.
“Valeu a pena a greve, pois pudemos mostrar a população a nossa insatisfação com o salário, condições de trabalho da categoria”, avaliou o presidente do Sintect/MS, Alexandre Takachi.
Segundo o presidente ainda, são mínimas as chances de eventuais punições, demissões ou exonerações de funcionários em razão da greve.
A determinação
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), determinou na última terça-feira (11) que a greve chegasse ao fim logo após o feriado.
No julgamento, pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), os ministros também autorizaram a empresa a descontar no salário dos grevistas o equivalente a sete dias de greve e os demais 21 dias de paralisação devem ser compensados com trabalho extra nos fins de semana. No caso de descumprimento da determinação, a multa diária estabelecida foi R$ 50 mil.
Mais de 180 milhões de atrasos
As entregas deverão ser normalizadas em até uma semana em Mato Grosso do Sul, prevê a assessoria da empresa. O Sintect/MS acreditam que em 10 ou 15 dias.
Mais de 180 milhões de correspondências e encomendas não foram entregues em todo o Brasil.
A proposta “aceita”
Em relação às cláusulas financeiras, os ministros determinaram que sejam cumpridos os pontos do acordo firmado na primeira audiência de conciliação entre as partes, que prevê o aumento real de R$ 80 a partir de 1º de outubro e reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto.
A maior da história
Os trabalhadores ficaram no total 28 dias em greve (de 14 de setembro a 13 de outubro). A proposta da categoria era do reajuste de R$ 400 reais, mais uma série de benefícios. Depois chegaram a abaixar a pedida para R$ 200 reais, mas após várias negociações se renderam a proposta do TST.
Esta foi a maior paralisação de funcionários dos Correios em Mato Grosso do Sul e no Brasil.
Helton Verão
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