Hoje é comemorado o dia de um dos profissionais mais importantes de nossa sociedade, o médico. Cuidar da saúde do cidadão, lutar pelo bem-estar e jurar salvar vidas, missão ligada ao compromisso. Profissão que pode ser resultado de um sonho ou de uma carreira continuada na família. Para os acadêmicos de medicina, seja em uma universidade federal ou particular, o desafio e a dedicação é fundamental.
Cursando o 4º ano de medicina na UFMS, João Pedro Marcato, de 24 anos sonhava desde criança em ser médico. Sonho esse, que o impulsionou a deixar a família em Coxim e vir para a Capital. Ele explica que não é nada fácil lidar com a saudade. “Eu particularmente sinto muita falta, além da família, dos meus melhores amigos, que estão lá. Mas após alguns anos você vai ocupando a mente e aprendendo a conviver com a saudade, até o ponto que ela quase só faz bem, tempera o reencontro”.
Ele explica que foram anos de dedicação para conseguir passar no vestibular. “Estudava de segunda a sexta, oito horas por dia. Aos sábados mais três e domingo eu tirava pra descansar”. Fora isso, o acadêmico ainda completa que a disciplina o ajudou muito. “Tinha uma cartolina, com metas e quadrinhos para as horas de estudos e exercícios”, contou.
João Pedro se forma em 2013 e sobre retornar para Coxim ele diz que vai depender da especialidade, do mercado e das condições de trabalho.
Com o pai pediatra e mãe recém formada em nutrição, o campo-grandense de 23 anos, Luiz Augusto Possi Júnior cursa o 4º ano de medicina na Anhanguera-Uniderp e diz que sua vontade pela carreira partiu por ligação familiar. “Sempre vi como mágico o fato de meu pai usar jaleco branco. E minha vontade surgiu ainda criança”.
Quando terminou o ensino médio, Júnior trocou as baladas pelos estudos. “Fiquei um ano só estudando, não curti nada nesse período. E depois fiz meio ano de cursinho, mas prestei vestibular só aqui mesmo em Campo Grande”, comenta.
Assim como João Pedro, ele se forma também em 2013 e afirma que sua ideia é especializar-se em ortopedia.
Missão Cristã
O médico formado pela UFMS, vereador Paulo Siufi afirma que sua missão é sacerdotal. “Desde novo sempre tive vontade de ser um instrumento de Deus para salvar vidas”.
Siufi entrou na faculdade com 16 anos e formou com 22. Atualmente além de presidente da Câmara Municipal, apresenta o programa de televisão exibido pelo SBT/MS e conta que o profissional da saúde acaba sendo um membro da família, pelo atendimento e convívio, por isso a escolha do nome “Médico da Família”.
“O programa é para orientar, informar e educar. Ele abrange todos os temas, como cidadania, na saúde, nos bons costumes e na qualidade de vida”, explica.
O ginecologista e obstetrícia, Dr. Edmundo José de Souza formou em 1978 e atua em Campo Grande há 30 anos. A vontade em cursar medicina foi posterior ao período que trabalhou em uma farmácia no interior do Estado. “Eu adorava trabalhar com a saúde. Na época minha família não tinha muitas condições, mas recebi muito apoio e decidi seguir o desafio”.
Para ele, a função do médico é como ser cristão. “Você não pode ser uma coisa e deixar de ser. Você tem que ser médico 24h. Mesmo não estando em horário de serviço, tem que estar presente na orientação da saúde das pessoas, para que ela consiga administrar”.
Dr. Edmundo estudou a vida toda em escola pública. Hoje ele é casado e pai de cinco filhos. Na sua família, a paixão pela área da saúde foi hereditária. Além de uma filha advogada, o mais velho é neurocirurgião, uma é ginecologista, outro é acadêmico de medicina na UFMS e o caçula de 17 anos cursa o ensino médio e ainda está decidindo que carreira seguir.
Karla Lyara
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