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Setor terciário de MS responde por 92% dos novos empregos gerados em setembro

18 outubro 2011 - 13h16 Por Markito

No mês de setembro o setor terciário de Mato Grosso do Sul respondeu por 92% dos 1.635 empregos formais gerados, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregado, o Caged. Só o setor de serviços gerou 1.206 vagas e o comércio outras 309. “O setor terciário é o primeiro a sentir as movimentações da economia”, avalia o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio MS), Edison Araújo.

A Federação espera um saldo ainda melhor em outubro, por conta das contratações de temporários para as vendas de fim de ano.

No acumulado de janeiro a setembro, o saldo de vagas no comércio já é de 4.186 novas vagas e do setor de serviços 12.462. Juntos, respondem por 49% dos 34.402 novos empregos com carteira assinada gerados em Mato Grosso do Sul.

Em todo país, foram criadas 209.078 novas vagas de trabalho com carteira assinada também em setembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado hoje pelo Ministério do Trabalho. 

No mês, a admissões somaram 1,763 milhão e os desligamentos totalizaram 1,553 milhão. O saldo no mês foi superior às 190.446 vagas criadas em agosto, mas ficou abaixo dos 246.875 postos de trabalho gerados em setembro do ano passado. 

O resultado ficou dentro do intervalo previsto pelo mercado, entre 150 mil e 240 mil postos, mas superando a mediana das estimativas, de 175 mil vagas formais. 

Pior resultado

As 209.078 vagas de trabalho com carteira assinada criadas em setembro representam o pior resultado para o mês desde 2006, quando o saldo líquido de postos formais ficou em 176.735. Entre 2007 e 2010, a criação de vagas no nono mês do ano sempre esteve acima dos 240 mil empregos. O recorde para setembro ocorreu em 2008, quando o saldo chegou a 282.841. 

Os saldos de vagas formais de emprego em outubro e em novembro devem continuar positivos, avaliou hoje o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, a perda de vagas em dezembro deverá continuar na média dos anos anteriores e, portanto, a geração líquida de empregos celetistas - sem contar o serviço público - no ano deve ficar em torno de 2,3 milhões. 

Lupi afirmou não estar preocupado com o resultado do ano. "Não preocupa, porque estamos no meio de uma crise internacional, mas a demanda doméstica continua forte. E a criação do emprego continua crescendo acima do crescimento da economia", completou. 

O ministro destacou que a principal causa para a diminuição dos saldos em relação a 2010 é o menor dinamismo da indústria, que até setembro criou 28 mil vagas a menos do que as geradas no mesmo período do ano passado. 

Ceyd Moreles

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