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Renunciado pela advogada particular, réu tenta justificar agressões que matou vigia

20 outubro 2011 - 07h36 Por Markito

Renunciado pela advogada particular, Airton Colognesi Pinheiro, 30 anos, se defende e diz que não teve a intenção de matar o vigia Adelson Eloi Nestor de Almeida, de 46 anos, na madrugada do dia 7 de julho deste ano.

“Lamento muito, muito mesmo, a morte do segurança do posto, e em nenhum momento eu tive a intenção de matá-lo, mas sim de me defender”, disse hoje em depoimento ao MSREPÓRTER, o réu que responde em liberdade. 

Ele foi preso em flagrante, teve a prisão preventiva decretada, mas 10 dias após o crime já estava solto por decisão judicial. 

Airton reside atualmente em Cuiabá. O acusado mudou de endereço na época sem comunicar à Justiça. Por esse motivo, o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, deu prazo de cinco dias para ele se apresentasse no cartório onde tramitava o processo. A defesa do réu justificou que ele mudou-se porque estava recebendo ameaças de morte da família de Eloi Nestor. 

Por telefone, a advogada Cleuza Ferreira da Cruz Mongenot afirmou a reportagem que em seguida do acontecimento, renunciou o processo e entregou o caso para a Defensoria Pública. Conforme ela, um dos motivos foi que o réu não tem condições financeiras para o pagamento da defesa. “Ele não tinha recurso. Na época fiz por amizade à família dele e ele ainda mudou, sumiu sem passar o endereço”, conta.

O endereço atual do réu no Estado vizinho está sobre segredo de justiça. A advogada disse não aceita o que ele fez. “Não admito jamais o fato de Airton ter matado uma pai de família”, completa Cleuza.

Airton Colognesi fala que foi agredido antes. “Tudo se resolveria com uma simples conversa. Não tinha necessidade de me abordar e me agredir com tamanha violência e arrogância”, tenta justificar.

Sobre o sangue em sua roupa ele disse que era seu. “Quando me sentei, posicionei minha cabeça entre as pernas, sujando assim minhas roupas, especialmente as minhas calças, na altura da virilha”.

O réu diz que os fatos do crime foram colocados equivocadamente por alguns veículos de comunicação, que ele alega serem sensacionalistas. "Tais veiculações podem destruir a vida social e profissional de uma pessoa de bem", dispara em sua defesa. 

Caso

O crime aconteceu na madrugada do dia 7 de julho, no posto de combustíveis Antares, Jardim Seminário, em Campo Grande.

O posto estava fechado, mas Airton Colognesi Pinheiro entrou no local para urinar e depois se sentou à mesa de sinuca.  A briga que resultou em morte começou porque o vigia Adelson Eloi Nestor de Almeida pediu para que ele saísse do local, pois já estava fechado. O acusado revidou o pedido e começou a discussão e Adelson foi espancado até a morte. 

À polícia, Airton disse que primeiro o vigia o atingiu com uma barra, que não sabia se era de ferro ou de madeira, e que reagiu com socos. Ele também comentou que antes do crime tinha bebido cerveja.

A Polícia foi acionada por um casal que passava pelo local. O laudo da perícia mostra que o vigia morreu em virtude de traumatismo craniano. As agressões abriram rachadura de 10 centímetros na cabeça da vítima.

Adelson morava no bairro Santa Luzia, fazia segurança no posto há dois anos e oito meses e deixou dois filhos: um menino de 14 anos e uma menina de 13 anos. 

Karla Lyara

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