Em um período de oito anos, ao menos 250 indígenas foram assassinados somente no estado. Produzido e publicado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o relatório analisa dados de violência coletados nos últimos oito anos.
Através de artigos especializados, aprofunda as causas, consequências e caminhos para uma das realidades indígenas mais violentas do mundo – conforme palavras da vice-procuradora geral da República, Deborah Duprat, em artigo reproduzido.
Marcado por uma história de espoliação das terras indígenas, o estado concentra a maior quantidade de acampamentos indígenas do País, 31 quando há dois anos eram 22. São mais de 1200 famílias vivendo em condições subumanas à beira de rodovias ou sitiados em fazendas.
Atualmente, 98% da população originária do estado vivem efetivamente em menos de 75 mil hectares, ou seja, 0,2% do território estadual. Em dados comparativos, cerca de 70 mil cabeças de gado, das mais de 22,3 milhões que o estado possui, ocupam área equivalente as que estão efetivamente na posse dos indígenas hoje.
O Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas em Mato Grosso do Sul, será lançado nesta segunda-feira (31), às 14h30, na Cúria Metropolitana de Campo Grande, com a participação do arcebispo de Mato Grosso Sul, Dom Dimas Lara Barbosa.
Ana Maria Assis/ Com assessoria CIMI
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