Foi agendado para o próximo dia 24 (quinta-feira) a audiência que vai ouvir as testemunhas de acusação sobre a morte de Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos.
Hugleice da Silva, que era cunhado da jovem, junto com enfermeiro Jodimar Ximenes, estão sendo denunciados pelos crimes de aborto consentido qualificado pela morte da gestante e ocultação de cadáver.
Por bom comportamento
Hugleice da Silva foi libertado após seu pedido de Habeas Corpus ser aceito no último dia 19 de setembro. O advogado alegou bom comportamento, endereço fixo, bons antecedentes, trabalho, família constituída e ter apresentado de forma espontânea à polícia após ter a prisão decretada.
O caso
A morte da jovem estudante Marielly teve imensa repercussão em todo Mato Grosso do Sul e também na cidade de Alto Paraíso, onde a jovem foi enterrada. Um crime repleto de suspense, aonde as informações eram vistas como peças de um quebra-cabeças difícil de montar.
Na tarde do dia 21 de maio, Marielly desapareceu em Campo Grande. O corpo foi encontrado em um canavial na cidade de Sidrolândia, a 70 quilômetros da capital, no dia 11 de junho.
Antes disso, a família já havia iniciado campanha em busca da jovem. Na investigação, a Polícia Civil descobriu que a estudante morreu em decorrência de aborto mal sucedido.
O cunhado de Marielly e o enfermeiro foram presos, por envolvimento na morte da jovem. Inicialmente, o cunhado negou que tivesse qualquer relação com o caso, mas confessou que teve um relacionamento com a garota e que a levou para abortar em Sidrolândia. Silva disse que pegou o telefone do enfermeiro com um caminhoneiro e marcou encontro na casa dele, em Sidrolândia.
O cunhado de Marielly disse à polícia que Gomes contou que o procedimento deu errado e a jovem morreu. Os dois teriam levado o corpo para o canavial.
Helton Verão
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