Nesta sexta-feira (25), os movimentos sociais, representantes de organizações governamentais e não governamentais promovem o ato “Contra a impunidade e em defesa dos povos indígenas”. O evento vai discutir, no dia em que a morte do indígena Marçal de Souza completa 28 anos, as condições de vida e morte das comunidades indígenas do estado de Mato Grosso do Sul.
As entidades se mostram “estarrecidas” com a denúncia dos Kaiowá Guarani sobre mais um crime contra suas lideranças.
No dia 18 de novembro, Nisio Gomes, cacique Ñhanderu, foi assassinado durante invasão ao acampamento indígena na terra Guaviry, na região sul do Estado. E o encontro pretende discutir a segurança deste povo, a situação e as soluções para o conflito que hoje tem provocado tanta violência.
Conforme o convite das entidades para o evento, “nessas quase três décadas desde a morte de Marçal, muitas outras vidas guarani foram violentamente retiradas e, na maioria dos casos, sem que os culpados fossem julgados e punidos pela justiça”. Entre 2003 a 2011, cerca de 250 índios foram mortos somente em Mato Grosso do Sul.
O evento será às 9h no Plenário Júlio Maia, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Ana Maria Assis
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Foto: Ana Maria Assis/Arquivo