Nesta manhã, a partir de 8h, é realizado o julgamento do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado pela morte de Rogério Mendonça Pedra, uma criança de três anos que morreu atingido por um tiro após uma briga de trânsito envolvendo o seu tio. Agnaldo havia brigado com o tio do menino e disparado tiros aleatórios contra o carro em que “Rogerinho” estava.
Ontem (28), em entrevista ao MSREPÓRTER, a avó da vítima disse que “o momento é de esperança e que a família acredita piamente na justiça”. O crime aconteceu em uma briga de trânsito em 18 de novembro de 2009.
O motivo da briga com o tio de Rogerinho, Aldemir Pedra Neto, seria uma "fechada" no trânsito.
Agnaldo responderá pela prática de homicídio (crime previsto no art. 121) em relação ao garoto, tentativa de homicídio em relação aos demais parentes que estavam no veículo, além de porte ilegal de arma.
Por mais que Agnaldo não tenha focado na criança para matar, ele efetuou vários disparos em via pública e contra o veículo, por isso, assumiu o risco de morte das pessoas, o que caracteriza o “dolo eventual” do homicídio, eliminando a hipótese de ser culposo, quando não há intenção de matar.
A família acredita que o jornalista deveria ser condenado, ainda, por homicídio qualificado. Eles gostariam que fosse aplicada a pena conforme o parágrafo segundo do artigo 121 do Código Penal Brasileiro, no inciso segundo, que qualifica o crime quando é por motivo fútil, e também, com o inciso quarto, quando o homicídio ocorre mediante “outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”.
Adriana comentou que a neta que estava no veículo, prima da vítima, hoje com sete anos, ainda se lembra da cena frequentemente e teve que fazer tratamento com psicólogos para superar o trauma do acontecido.
A família da vítima espalhou vários outdoors pela Capital com a foto de Rogerinho e a frase: “Justiça seja feita”.
Mais de dois anos após o crime, hoje, 29 de novembro, a família enfim saberá a pena aplicada ao jornalista que tirou a vida da criança.
Karla Lyara e Ana Maria Assis
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Em briga de trânsito, o menino foi morto a tiros em 2009