As comunidades indígenas do Estado terão ações de segurança baseadas no modelo da Polícia Comunitária. O objetivo é trabalhar a prevenção, aproximar a polícia da comunidade e associar a ação policial a outras, como a social e a de saúde. A implantação desse projeto inédito de segurança para as aldeias de Mato Grosso do Sul vêm sendo discutida desde 2008.
O assunto foi abordado nesta segunda-feira (28), em Dourados, durante reunião do secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, com o secretário Nacional de Articulação Social, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Roberto Martins Maldos.
De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública, a atuação dos órgãos de segurança baseada na doutrina da Polícia Comunitária é diferenciada do policiamento convencional por envolver a comunidade e acontecer com políticas públicas voltadas para a área social, saúde e educação, envolvendo instituições, federais, estaduais e municipais.
Primeiramente, as ações preventivas e repressivas devem acontecer nas terras indígenas dos municípios de Dourados e Caarapó.
A questão da segurança dos índios chamou a atenção das autoridades devido ao ataque que ocorreu no dia 18 de novembro, há uma semana, ao acampamento indígena na terra Guarivy, na região sul do Estado. O atentado resultou na morte do cacique Ñhanderu, Nisio Gomes.
Outro ataque foi registrado na última segunda-feira (28) contra os índios guarani kaiowá que estavam em um acampamento, próximo ao município de Iguatemi. A área foi invadida por dois homens em uma moto que atiraram nos índios, no entanto, ninguém ficou ferido.
Adriana Oliveira
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