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Superintendência aérea de MS estuda “plano” para minimizar greve nacional dia 22

16 dezembro 2011 - 04h06 Por Markito

O setor aéreo de Mato Grosso do Sul se prepara para a greve nacional de aeroviários e aeronautas prevista para o dia 22 de dezembro. Em entrevista ao MSREPÓRTER, o superintendente da Infraero em Mato Grosso do Sul, Evandro Castilho, informou que na tarde de hoje (16) haverá uma reunião com os gerentes das empresas aéreas para tratar do assunto.

“Até o momento não há indicativo de greve no Aeroporto de Campo Grande, no entanto, precisamos fazer um planejamento caso haja a adesão por aqui e também para minimizar os reflexos da paralisação em outros Estados”, explica Castilho.

O superintendente conta que, historicamente, Mato Grosso do Sul não participa das greves, somente os grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, em que os impactos são maiores. “A questão é que, de qualquer forma, seremos afetados se houver a paralisação. Os serviços prestados pela Infraero, como raios X das malas e estacionamento, não serão interrompidos, mas pode haver problemas com os vôos”.

A greve dos aeroviários (funcionários de empresas aéreas que trabalham em solo) provoca a demora no checking, acúmulo de passageiros e, consequentemente, a saída dos vôos nos aeroportos e o atraso da chegada dos vôos em outras cidades, provocando o “efeito cascata”.

Segundo Castilho, a situação pode se agravar se os aeronautas (tripulantes de voo) também paralisarem as atividades. “Nesse caso, haveria diminuição da tripulação e, como os pilotos tem limites de horas para pilotar, poderia ocorrer cancelamentos de vôos”, conta.

Na tarde de hoje, o superintendente vai se reunir com os gerentes das empresas aéreas TAM, Gol, Trip, Avianca e Azul, que prestam serviço no Aeroporto Internacional de Campo Grande, para minimizar os efeitos da possível greve no Estado.

Os trabalhadores do setor aéreo querem 10% de aumento salarial e 14% de aumento sobre os pisos. A proposta inicial era maior, de 13% e 20%, respectivamente, mas as categorias reduziram os índices para facilitar as negociações. Já as empresas aéreas apresentaram um reajuste de 3% sobre os salários e aumento igual ao INPC sobre os pisos, equivalente a cerca de 6%.

Com o impasse, os sindicatos e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil (Fentac/CUT) mobilizou os trabalhadores para dar início a greve no dia 22 de dezembro. Se houver possibilidade de negociações antes desta data, as categorias vão realizar novas assembleias para avaliar a proposta.

Adriana Oliveira

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