Os funcionários da Marfrig Frigoríficos e Comércio de Alimentos de Bataguassu querem acréscimo de insalubridade e treinamento para casos de vazamentos, como o que ocorreu na última terça-feira (31) no curtume do frigorífico. A diretoria da empresa e os funcionários se reuniram na manhã desta quinta-feira (2).
Após o vazamento de gás tóxico que provocou a morte de quatro pessoas e deixou mais de 20 feridas, a empresa prestou apoio para o atendimento médico de todas as vítimas. O frigorífico foi reaberto nesta quinta, no entanto, o curtume continua fechado.
A Polícia Civil abriu inquérito de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. As testemunhas estão sendo ouvidas e os laudos da perícia estão sendo elaborados. A empresa foi autuada em R$ 1 milhão pela Polícia Militar Ambiental por causa do vazamento.
O caso
O vazamento no curtume do frigorífico ocorreu na última terça-feira (31) durante o descarregamento de ácido sulfúrico de um caminhão tanque. Segundo informações dos Bombeiros, ao descarregar o ácido em um tanque submerso o motorista percebeu que houve uma reação química provocando grande volume de gás.
Três funcionários que estavam em uma estrutura acima do local caíram desmaiados e um quarto tentou descer pelas escadas, mas não conseguiu. O motorista informou aos Bombeiros que são três tanques submersos de 5000 litros de capacidade cada um e ele iria descarregar 10000 litros no total.
Quando iniciou o descarregamento dos primeiros 5000 lts, o motorista percebeu a reação química e fechou a válvula do caminhão afastando-se rapidamente, ele não soube com precisão, mas acredita que foram descarregados algo em torno de 600 lts de ácido.
Adriana Oliveira
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Divulgação