O protesto de inúmeros evangélicos que aconteceu neste domingo (11), em Corumbá, tinha como objetivo derrubar a decisão judicial que proibiu os cultos na Igreja Assembléia de Deus (Ministério Belém).
A decisão do Juiz Vinicius Pedrosa Santos, titular da 3ª Vara Cível de Corumbá foi devido a uma ação ingressada por uma moradora da vizinhança que se sente prejudicada pelo alto som nos dias de culto.
A moradora relatou que, desde que as obras de ampliação da fachada do recinto religioso começaram, há cerca de dois anos, vem sofrendo com o som alto proveniente dos encontros religiosos que ali acontecem. Ela ainda alegou que tentou buscar a solução com o Ministério Público Estadual e com a Policia Militar antes de recorrer à justiça, porém não obteve sucesso.
De acordo com o Diário Online, o pastor da igreja João Martins declarou que se sente apoiado pelo número de manifestantes que compareceram ao protesto, que estão se mobilizando contra a decisão judicial e que se sentem (Igreja) ofendidos com essa decisão.
Com tudo isso, a Assembleia de Deus já entrou com o pedido de liminar no Tribunal da Justiça do Estado contra a decisão e esperam que ainda esta semana recebam uma resposta.
O magistrado lembra que a igreja é obrigada a respeitar a lei que determina o número de decibéis em seus cultos, e caso ultrapasse é preciso instalar no local, equipamentos suficientes para impedir que o excesso não atinja o exterior.
Porém o pastor e 2º vice-presidente da Igreja rebateu a decisão dizendo que há cerca de 45 dias, a instituição assinou um Termo de Ajuste de Conduta, que dava um tempo para a igreja se adequar, e esse prazo não foi cumprido e com isso o pastor alegou ainda que acha discriminatório a decisão judicial.
Tatyane Soares
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Foto: Anderson Gallo/Diário Online