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Operação da PF coíbe contrabando de agrotóxicos em MS, MT e SP

14 março 2012 - 07h46 Por Markito

A Operação São Lourenço da Polícia Federal de Rondonópolis foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14) para coibir a falsificação, comercialização e contrabando de agrotóxicos em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo. O nome da Operação faz referência ao rio São Lourenço, de Rondonópolis, que foi atingido pela ação criminosa no uso de agrotóxicos.

A Polícia Federal cumpre 21 mandados de prisão temporária, 37 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de condução coativa em Dourados (MS), Rondonópolis (MT), Poxoréu (MT), Primavera do Leste (MT), Jaciara (MT), Campo Verde (MT), Nova Xavantina (MT), Fernandópolis (SP), São José do Rio Preto (SP) Monte Aprazível (SP), Miguelópolis (SP) e Ituverava (SP).

Conforme a Polícia Federal, a investigação começou há 2 anos, com a instauração de 10 inquéritos. Durante a investigação, duas fábricas clandestinas de agrotóxicos foram descobertas, com a apreensão de mais de 7 toneladas de agrotóxicos ilegais e diversas embalagens, rótulos, e materiais utilizados na falsificação.

Compra

A Polícia identificou dois grupos interdependentes. Um grupo era responsável por contrabandear pelo Paraguai, via Mato Grosso do Sul, que falsificava e vendia agrotóxicos. O outro grupo era de fazendeiros consumidores dos produtos adulterados.

Os agrotóxicos podem chegar a R$ 20 mil, mas eram oferecidos a fazendeiros da região de Rondonópolis e interior de Mato Grosso a preços bem abaixo do mercado.

Na venda, era oferecida uma amostra de agrotóxico original. Após comprarem o agrotóxico, os fazendeiros recebiam materiais falsificados ou contrabandeados.

Entretanto, os fazendeiros quando lesados não denunciavam a fraude porque compravam o produto de maneira irregular, sem conferir a origem do agrotóxico adquirido.

Os fazendeiros foram indiciados por contrabando, e compra irregular de agrotóxicos e compra de produto nocivo à saúde humana em desacordo com a legislação específica.

Venda

Dois irmãos comandavam grupo de vendedores e falsificadores. Eles já foram presos por tráfico de drogas, estelionato, falsificação e uso de documento falso, crimes contra o sistema financeiro, além de serem reincidente no contrabando de agrotóxicos.

Os falsificadores responderão por formação de quadrilha, falsificação, contrabando e crime ambiental. As penas dos presos variam de um a quatro anos de reclusão, além de multa. As penas são cumulativas e podem chegar a mais de 15 anos de reclusão.

Adriana Oliveira

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