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Teló diz que é intérprete e que problema na Justiça é de responsabilidade de compositores

14 março 2012 - 07h01 Por Markito

O cantor Michel Teló não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o bloqueio de bens. A informação foi dada ao MSREPÓRTER por meio da assessoria de imprensa do artísta que está retornando ao Brasil, depois de uma turnê pela Europa. A polêmica se deu após a decisão do juiz da 3ª Vara Cível de João Pessoa, Miguel de Brito Lyra Filho sobre bloqueio de todo o dinheiro arrecadado por Teló cantando o hit “Ai se eu te pego”, por meio de uma liminar das estudantes Marcella Quinho de Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti, que se dizem co-autoras da música.

A assessora do cantor explicou que eles não receberam e nem devem receber nenhum comunicado de bloqueio, porque o Michel é apenas o intérprete da música e que “primeiro a gravadora seria notificada e depois a compositora Sharon Acioly e não Teló”. O órgão brasileiro responsável pela a arrecadação e distribuição dos direitos autorais das músicas é o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), que tem várias associações musicais, responsáveis pela fixação dos preços e regras de cobrança e distribuição dos valores arrecadados. 

Na liminar, as estudantes Marcella Quinho de Ramalho, Maria Eduarda Lucena dos Santos e Amanda Borba Cavalcanti, se dizem co-autoras da música. Elas afirmam que fizeram a música durante uma viagem para Orlando (EUA) em julho de 2006. A canção, no entanto, está registrada em nome de Sharon Acioly e Antônio Diggs.

A própria Sharon chegou a declarar por várias vezes em entrevistas que as “amigas” teriam participado do refrão. Um vídeo anexado ao processo também mostra a compositora admitindo que a ideia partisse delas durante uma viagem.

Sharon disse na semana passada que "nunca omitiu que a música surgiu de brincadeiras realizadas por três estudantes de João Pessoa”, mas cita como co-autoras apenas Karine Assis Vinagre, Aline Medeiros da Fonseca e Amanda Grasiele Mesquita Teixeira da Cruz, que não são parte do processo que determinou o bloqueio no momento.

Karla Lyara

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