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Trabalhadores pedem suspensão de eleição no Sintect por indício de fraude

29 abril 2012 - 07h32 Por Markito

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB em Mato Grosso do Sul quer a suspensão do processo eleitoral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de MS – Sintect/MS, em andamento esta semana, até segunda-feira, dia 30, por apresentar “fortes indícios de fraude; concorrência desleal e atitudes antisindicais” por parte da diretoria da situação, que é candidata à reeleição com apoio da Central Única dos Trabaladores – CUT. Adenúncia é de Ricardo Martinez Froes, presidente regional da CTB, que apóia a Chapa 3 – Classista, Autônoma, Independente e de Luta, encabeçada por Jaime Villalba Junior.

Outra chapa, da Conlutas (chapa 2) também estaria sofrendo com as ações antidemocráticas por parte da diretoria da situação, apoiada pela CUT. A CTB está recorrendo à justiça para tentar impedir aconclusão do processo eleitoral na segunda-feira.

Um dos motivos que levaram a Chapa 3 a tecer duras críticas ao processo eleitoral e porque a chapa da situação vai percorrer os municípios de Corumbá, Ladário, Dourados, Ponta Porá, Aquidauana, Anastácio e Campo Grande, com urnas itinerantes. Ocorre que ela não permite que membros da outra chapa, ou fiscais, acompanhem essas urnas, no mesmo carro que chega e sai dos locais de votação. “Além disso a diretoria do sindicato está violando o próprio estatuto da entidade, em diversos pontos, somente para poder tirar vantagem desse processo eleitoral”, criticou Jaime Villalba Júnior, candidato da Chapa 3.

Outra violação da democracia e do estatuto eleitoral: a mesa diretora dos trabalhos é formada somente por pessoas da situação. Eles não teriam permitido que membros das outras chapas fizessem parte da mesa diretora. Essa mesma mesa vai também apurar os votos dos demais municípios de Mato Grosso do Sul, onde trabalhadores dos correios e telégrafos votaram esta semana por correspondência.

Ricardo Froes disse que a truculência da CUT e da diretoria do Sintect demonstra claramente a intenção de não jogarem limpo e democraticamente nesse processo eleitoral, como manda não só o estatuto do sindicato, como também todo e qualquer processo eleitoral democrático no Brasil.

“Nós clamamos às nossas autoridades do judiciário para que atentem para nossa apelação e intercedam nesse processo eleitoral, suspendendoas atividades finais na segunda-feira, quando as urnas fixas e itinerantes vão percorrer municípios do Estado. É preciso parar esse processo para restabelecer as regras democráticas para que a eleição seja limpa e transparente. E que vença aquela chapa com a melhor proposta para o crescimento e desenvolvimento da categoria dos correios, telégrafos e similares de Mato Grosso do Sul”, comentou Jaime Villalba, contando, portanto, com uma decisão judicial para frear esse quadro desonesto que está sendo desenrolado. A chapa da situação, apoiada pela CUT, é encabeçada por Alexandre Takashi, acusado de desrespeitar frontalmente o estatuto do sindicato que vem presidindo.

A CUT tem sido alvo de inúmeras denúncias e críticas pela sua atuação truculenta em todo o Estado. Ela tem procurado ganhar sindicatos a todo custo, mas não é para desenvolver projetos e lutas em benefício dos trabalhadores. Segundo as denúncias, são para se fortalecer

politicamente e continuar ganhando fatias milionárias de recursos que as centrais passaram a receber depois que foram reconhecidas no País.

Outra denúncia contra essa central é de que ela está trabalhando de forma que beneficiará mais a classe patronal, com o enfraquecimento da luta sindical.

Helton Verão/Com informações do Sindicato

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