A estação mais fria do ano começa no dia 20 de junho, às 19h (horário MS) e segue até o dia 22 de setembro, com noites mais longas e dias mais curtos. De acordo com o meteorologista da Universidade Anhanguera-Uniderp, Natálio Abrahão, são esperadas temperaturas máximas até três graus acima da média, nos meses de agosto e setembro.
Um aspecto meteorológico que se observa durante o inverno são as constantes inversões térmicas que causam nevoeiros e nevoas seca: as chamadas neblinas. Estas inversões, muitas vezes, formam-se na madrugada e no período da manhã. Pode gerar nevoeiros com umidade alta no centro-sul. Nas tardes, com umidade abaixo de 35%as partículas de fumaça e nevoa - seca provocam redução na visibilidade na região centro-norte que deverá ter índice baixos de chuva. São fatores para aumento de queimadas.
Com o fortalecimento das massas de ar seco, a queda da umidade pode ficar abaixo dos 30%, gerando as nevoas secas e as fumaças. Ocorre à tarde, após a dissipação do nevoeiro, chegando a registrar valores muito abaixo de 40% e chegar aos 12% no centro-oeste do Estado. O ar seco e o vento calmo favorecem a formação da fumaça, poluindo o ar. Desde o começo do mês de maio, as frentes frias, como massa polares, já têm atingido o centro-sul do Brasil e parte do extremo sul do MS”, comenta Natálio Abrahão .
“Este não deverá ser um inverno com períodos intensos de estiagem. A Amazônia recebeu volumes de chuva excessivos que podem contribuir em manter médias significativas em todo o período. No mês de julho, vários sistemas frontais devem atuar no Brasil, e ao menos dois podem atingir o Estado acompanhados de chuva e massa fria de acordo com a média climatológica. Atenção especial para a atuação de uma frente fria, do quinto ao décimo quinto dia do mês”, alerta o meteorologista.
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