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MS pode receber investimento no setor produtivo e na Educação pela Nova Zelândia

28 junho 2012 - 12h40 Por Mariana Anjos / Com Informações Notícias MS

Em visita a Mato Grosso do Sul o embaixador da Nova Zelândia no Brasil, Jeffrey McAlister, se encontrou nesta quinta-feira (28) com o governador André Puccinelli para falar do grande interesse que seu país tem em fazer investimentos em território brasileiro e em Mato Grosso do Sul, que ele considera um estado em desenvolvimento e com oportunidades. O setor produtivo – como o lácteo e o de ovinocultura, dos quais a Nova Zelândia detém grande mercado – e o intercâmbio educacional estão entre as áreas de interesse.

Em audiência com Puccinelli, acompanhado do deputado federal Geraldo Resende; dos secretários de Produção, Tereza Cristina Dias, e de Meio Ambiente e Planejamento, Carlos Alberto Menezes; e dos adjuntos André Cance (de Fazenda) e Paulo Engel (Produção), o diplomata informou que a Nova Zelândia está fazendo significados investimentos no setor agrícola no Brasil e a perspectiva é que isso aumente fortemente por parte do setor privado. “Eu li bastante sobre o crescimento de seu estado, e realmente ficamos impressionados”, disse McAlister, que aponta Mato Grosso do Sul como possível campo para investir. O embaixador divide com Puccinelli a preocupação em relação à legislação brasileira que restringe a compra de terras por capital estrangeiro e lembrou que para a vinda dos investidores é preciso garantia jurídica.

O governador apresentou um panorama de como estão as tratativas com o governo federal para a aprovação de uma medida que abra exceções ao limite imposto com base em um parecer da Advocacia Geral da União. “Estamos trabalhando intensamente e já há uma perspectiva da edição de uma Medida Provisória. No entanto, não pode ser na forma de concessão, como queria o governo federal, senão os investidores não vêm”, esclareceu o governador. Puccinelli explicou que a restrição acontece principalmente pelo temor do governo brasileiro de que a gigante China em crescimento utilize as terras como “barriga de aluguel”, para produzir aqui e exportar matéria-prima subsidiada.

Durante a visita, o embaixador ainda propôs intercâmbio no campo da educação, com dois projetos principais. Um deles visa aumentar a ida de estudantes brasileiros para aquele país e a vinda de jovens neozelandeses para cá. Esse número tem crescido nos últimos anos, mas, para Jeffrey McAlister, é possível avançar. “Queremos atrair para lá não só os que vão por alguns meses para aprender o idioma, mas estudantes para o ensino superior. E, no caso de trazer os nossos para o Brasil, estamos oferecendo bolsas e estamos tentando entrar no ‘Ciências sem Fronteiras’, do governo brasileiro”, contou.

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