O Brasil é um dos poucos países que sacrificam animais como forma de controlar uma doença. Segundo a Diretora Administrativa da organização Abrigo dos Bichos, Andrea Costa da Silva Ost, em outros países mais desenvolvidos a doença é controlada combatendo os mosquitos transmissores e tratando os animais de uma forma que eles se tornam imune à transmissão da mesma.
E é em razão disso que o Abrigo dos Bichos está lutando contra o sacrifício do cachorro Scooby, que foi amarrado em uma moto e arrastado pelos próprios donos na manhã dessa segunda-feira (9), cerca de 3 km até o Centro de Zoonose (CCZ), por ter suspeita de leishmaniose, uma doença que ainda não tem cura, porém tem tratamento.
De acordo com Daniele Bueno que encabeça a luta contra a morte do animal, na última terça-feira (10) a organização abriu um ofício pedindo a guarda provisória do Scooby para tratamento e uma futura adoção.
Daniele afirmou também ao nosso site, que o Abrigo dos Bichos preza pelo direito dos animais a vida porque não é lei o sacrifício. “O que acontece é que existe uma regra que é não tratar os animais com medicamentos não aprovados pelo ministério da agricultura, ou seja, os que são aprovados, o tratamento pode ser feito normalmente.”
A organização busca apoio da população em relação ao caso, nesta semana foi criado um abaixo assinado que já possui mais de sete mil assinaturas. Ainda segundo Daniele, o Abrigo vai esperar o documento atingir 10 mil assinaturas para encaminhar ao CCZ e pedir mais uma vez a liberação de Scooby.
A estudante de Direito, Ana Paula Castelari, contou que é totalmente a favor da atitude da organização e do tratamento da leishmaniose “Animal é como um filho que você adota, quando você pega para criar você tem que ter consciência de que ele pode vir a ter limitações e doenças, e você precisa arcar com isso e não joga-lo ou sacrifica-lo como se fosse um nada.”
Daniele ainda contou que já recebeu várias ligações de pessoas interessadas em pagar o tratamento do Scooby e uma pessoa de Minas Gerais interessada na adoção do animal. “Temos uma parceria com uma clinica veterinária aqui na Capital e queremos adotar o Scooby e começar o tratamento para depois liberarmos ele para uma possível adoção, até para esta pessoa que mora em Minas Gerais, se ela vier buscar”, afirma Danielle.
O CCZ ainda não divulgou sua decisão, mas garantem que irão fazer seu pronunciamento quando o laboratório divulgar o resultado dos exames do cachorro.
Para assinar o abaixo assinado clique aqui.
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Foto: Gerson Oliveira