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OAB/MS participa da luta contra o Tráfico de Pessoas

4 março 2013 - 13h16 Por Mariana Anjos / Com Informações OAB MS

O tráfico de pessoas vem sendo discutido em todo país e Mato Grosso do Sul requer atenção redobrada por fazer fronteira seca direta com Paraguai e Bolívia. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), que participa do Comitê Estadual, irá regionalizar as ações do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, funcionando como um reforço das atividades nacionais. Um dos projetos desta gestão é ajudar na capacitação de pessoas para trabalhar no confronto.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada, Mara de Azambuja Salles, que é membro do Comitê de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e presidente do Conselho Municipal de Direitos da Mulher, explica que o papel da Seccional é justamente trabalhar no sentido de conscientizar as pessoas sobre esse crime praticado, diversas vezes, por máfias internacionais. “Pretendemos desenvolver trabalhos nas escolas, com líderes comunitários e levar informações, porque em muitos casos, o aliciador aborda as pessoas mais vulneráveis, usam da ingenuidade e da falta de informação delas, prometem realização de sonhos e por fim o encanto não é nada daquilo”.

Segundo a advogada, o crime está ligado ao tráfico de órgãos, de crianças para fim de adoção e venda, e de adolescentes para exploração sexual. “Estamos falando de seres humanos, da dignidade e da liberdade à vida, e seja aqui ou lá fora, todos são tratados como mercadoria e utilizados como fossem um produto descartável, isso deve ser enfrentado e combatido com a força de todas as entidades envolvidas”, alerta.
 
Considerado um crime invisível, o tráfico de pessoas é uma prática frequente, que desperta a atenção das autoridades e preocupa a sociedade em geral. O Ministério da Justiça divulgou o primeiro relatório sobre esse tipo de crime, onde mostra que entre 2005 e 2011 foram instaurados 514 inquéritos pela Polícia Federal. Desses, 344 são relativos ao trabalho escravo e 13 ao tráfico interno de pessoas. No mesmo período, 381 pessoas foram indiciadas, enquanto as prisões chegaram a 158.

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