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Comerciários denunciam Bumerang e Jet Line ao Ministério Público do Trabalho

1 abril 2013 - 08h17 Por Lucas Junot

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande – SECCG encaminhou denúncia no Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul,  contra a Bumerang e Jet Line, de um mesmo proprietário, acusadas de sonegar direitos trabalhistas  de seus empregados, informa Idelmar da Mota Lima, presidente da entidade sindical.

São mais de 40 funcionários nas cinco lojas em Campo Grande. A maioria, segundo o sindicato, denuncia uma série de irregularidades que vem sendo cometida desde 2011, quando levaram as primeiras reclamações ao sindicato.

De acordo com as denúncias encaminhadas também ao Ministério do Trabalho e Emprego, são essas as principais irregularidades cometidas pelas empresas: constantes atrasos de pagamento de salários; Não pagam férias que estão acumuladas; Não recolhem FGTS; Não fornecem vale transporte corretamente; Obriga funcionários a promoverem limpeza geral das lojas extra horário de trabalho; Obrigam os funcionários a refazerem suas folhas de ponto para não pagar horas extras. Aqueles que não obedecem essa determinação ficam sem receber salários mensais; As gerências costumam, com frequência, promoverem humilhação verbal de funcionários que fazem denúncias e se rebelam contra as irregularidades, denunciam.

Nelson Benitez, vice-presidente do SECCG, acompanhado do diretor André Luiz Garcia, participaram de reunião com auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego –SRTE/MS, na semana passada, quando foram informados de que estava em andamento uma devassa fiscal do órgão junto às lojas da Jet Line e Bumerang. “A fiscalização do Ministério do Trabalho confirmou as denuncias dos empregados. Ou seja, as lojas de fato vêm sonegando direitos dos trabalhadores”, afirmou Benitez.

No Ministério do Trabalho e Emprego a reunião dos diretores sindicais foi com a chefe de Seção de Inspeção de Trabalho, Leif Raoni de Alencar Naas e com as auditoras fiscais Laura Celina Rodrigues e Rosita Pereira.

O sindicato informou que resolveu levar as denúncias também para o Ministério Público do Trabalho para que a punição seja exemplar contra lojistas que procuram burlar os sagrados direitos dos trabalhadores. “Não podemos permitir isso. Estamos aqui para defender com unhas e dentes os direitos dos comerciários de Campo Grande”, afirmou Idelmar da Mota Lima, que preside também a Fetracom/MS (Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul) e a Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.

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