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Brasileiro de MS em situação crítica no Japão é resgatado

20 abril 2013 - 05h45 Por Mariana Anjos / Com Informações Assessoria AECNB

A crise econômica que atinge o Japão desde 2008 fez muitos japoneses e estrangeiros perderem o emprego, principalmente os brasileiros. A situação ficou mais critica com o tsunami que destruiu várias cidades na terra do sol nascente.

Com a tragédia, inúmeros movimentos foram criados para ajudar os mais necessitados naquele país, inclusive em Mato Grosso do Sul. A Associação Esportiva e Cultural Nipo Brasileira (AECNB) em parceria com a Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul realizaram em 2010 uma campanha para criação de um fundo para ajudar os brasileiros que passam por dificuldades no Japão. No total foram arrecadados 72 mil reais.

Desde sua criação as entidades já resgataram quatro brasileiros que estavam em dificuldades de sobrevivência naquele país e sem condições de retornar ao Brasil. São pessoas com as mesmas características, vivendo no Japão por muitos anos, perderam o emprego, com problemas de saúde e com certa idade, o que dificulta mais ainda a recolocação no mercado de trabalho.

Com o fundo a AECNB e a Grande Loja Maçônica de Mato Grosso do Sul já trouxeram Alvaro Luiz Naksato (50), que viveu por 11 anos no Japão; Harue Kumata (79) e o filho com deficiência mental Wilson Kumata (41).

O quarto brasileiro resgatado com recurso do fundo chegou na manhã dessa sexta-feira (19).  Claudinei Arakaki (50), desembarcou em Campo Grande e foi recebido pela família e pelo presidente da Associação Nipo Acelino Sinjo Nakasato, além do diretor de comunicação da entidade Silvio Mori.

Claudinei Arakaki é natural de Caracol (MS), morou no Japão por 24 anos, e nos últimos cinco meses passou internado em hospital. “Com a crise acabou emprego no Japão, eu vivia de baito*, e fazia muita força, quando passei mal e os médicos descobriram que apenas ¼ do meu pulmão funcionava”, explicou Arakaki.

Ainda no aeroporto, Claudinei agradeceu a comunidade e a todos que contribuíram com o fundo, que possibilitou sua volta ao Brasil. “Daqui pra frente vou cuidar da saúde, não tenho como agradecer o que fizeram por mim”, finalizou.

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