A proposta de avaliar 3.290 quilômetros dos rios Paraná, Tietê e seus afluentes para a navegação, deve facilitar e baratear o escoamento de cerca de 65% do combustível e 75% dos grãos do estado de Mato Grosso que são escoados por rodovias de Aparecida do Taboado (MS). O Projeto Hidroviário Paraná-Tietê abrange uma área de influência compreendida pelos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais.
Esse estudo foi determinado pelo Governo Federal para identificar a viabilidade técnica e econômica de interligar esses rios a redes ferroviárias e estradas para permitir o escoamento da produção agrícola até os portos marítimos. Será estudada ainda a construção de novas eclusas em barragens hidrelétricas existentes e assim permitir estender a navegação o mais próximo possível aos grandes centros de consumo nacional. São mais de R$ 145 bilhões disponíveis para investir nas oito bacias hidrográficas do país, garantindo mais segurança no transporte hidroviário.
A apresentação do Projeto Hidroviário Paraná-Tietê, contratado pelo Ministério dos Transportes ao Consórcio formado pelas empresas Ebei, Dzeta e Hidrotopo, ganhador de uma concorrência pública, e gerenciado pela Administração da Hidrovia do Paraná (Ahrana) foi apresentado aos moradores e empresários de Aparecida do Taboado na última quinta-feira (18).
O município de Aparecida do Taboado é vizinho do estado de SP e, dessa forma, o projeto garante também que a região noroeste de São Paulo passe a reduzir seus custos logísticos. Conforme o presidente da Câmara Municipal de Santa Fé do Sul (SP), Wagner Lopes, em Rubinéia (SP), existe um projeto para a construção de um porto intermodal, aguardando a desapropriação de uma área de 10 alqueires.
O prefeito de Cassilândia (MS), Carlos Augusto da Silva, solicitou a inclusão do Rio Aporé nos estudos. Ele explicou que o município está se tornando o complexo da borracha e que já possui uma área de aproximadamente 30 mil hectares para o plantio de seringueira, “na Agrovila, há 40km da cidade, temos cerca de 300 pessoas já trabalhando na extração do látex e esse número tende a triplicar”, ressaltou. O município ainda conta com um viveiro de mudas e um parque industrial para o beneficiamento da matéria-prima, considerado o maior plantio de seringueiras irrigado do país.
As equipes de batimetria e de campo já estão levantando informações de produtos com origem e destino a zona de influência da hidrovia. O barco de batimetria já percorreu os rios Tietê, Parnaíba até São Simão e Água Vermelha e hoje está nas proximidades de Bataguassu. As equipes de coleta de dados de carga já percorreram todo o norte da Hidrovia e agora estão próximo a Foz do Iguaçu.
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