Policiais civis de Mato Grosso do Sul iniciam nesta sexta-feira (17), a paralisação em protesto aos baixos salários da categoria no Estado. Segundo o vice-presidente do Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis do Estado), Roberto Simeão de Souza, apenas os serviços essenciais serão realizados enquanto as partes não chegarem a um acordo.
“Apenas atendimentos emergenciais serão realizados nesses dias, isso inclui remoção de cadáveres, desaparecimento de menores, Lei Maria da Penha e casos de flagrante. Investigações, transferência de presos e outros serviços estão suspensas”, comentou.
Mesmo com o anúncio de greve feito desde o sábado passado, a adesão do movimento será 'sentida' apenas hoje, mas para o sindicalista, já aparenta grande movimentação na capital e também no interior.
“Estamos aguardando a saída do plantão de alguns policiais, mas a aceitação por parte dos servidores é satisfatória”, disse em entrevista ao Dourados News na manhã desta secta-feira.
Durante o dia, faixas serão fixadas nas delegacias e a programação de atividades durante a próxima semana se definirá.
De acordo com Roberto, o governo propôs aumento de 7% no salário dos servidores, o que não foi aceito. A categoria pede reajuste de 25% nos valores para 2013 e outros 25% para o próximo ano, além de critérios detalhados para promoção de policiais.
Atualmente, o efetivo da Polícia Civil está defasado em 1,2 mil policiais. Segundo o Sinpol, seriam necessárias a realização de concurso público para vagas de 800 novos investigadores, 250 escrivães e 150 peritos papiloscopistas.
"Apesar da paralisação por tempo indeterminado, estamos abertos ao diálogo", finalizou.
GOVERNO
Na tarde de segunda-feira (13), o governo publicou em nota a proposta feita para a categoria. Segundo as informações repassadas pela assessoria de imprensa, haveria reajuste nas tabelas funcionais de 7% este ano, 8% em 2014 e 12% em 2015, além de vantagens e reenquadramentos que elevam os salários de parte das categorias (a classe dos substitutos) em 28% já este ano.
Ainda conforme a nota, o conjunto de benefícios da proposta do Governo eleva de R$ 2.361,21 para R$ 3.031,80 o piso da categoria. A intenção é não deixar que a greve se inicie. De acordo com o governo, o ‘benefício’ ‘será ‘perdido’ caso haja insistência na paralisação das atividades’ por parte dos policiais.
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Foto: Osvaldo Duarte - Dourados News