Uma equipe do Ministério Público Federal comandada por uma procuradora está em Sidrolândia coletando informações sobre a morte do índio terena Oziel Gabriel, 37 anos, executado durante cumprimento de reintegração de posse na Fazenda Buriti, quinta-feira passada (30).
Numa caminhonete descaracterizada, a procuradora e três funcionários do MPF estão percorrendo a área de conflito registrando depoimentos de índios que estavam no local no dia do confronto com a Polícia Federal e Cigcoe – unidade especial da PM.
O objetivo é identificar de quem partiu o disparo que matou Oziel. A família acusa a Polícia Federal. Dizem que o terena estava em um ponto da fazenda onde a reintegração era executada pela PF e não pelo Cigcoe.
Os responsáveis pelas duas corporações já informaram que normalmente levam armas letais para operações por segurança, mas não informam se utilizaram. Projéteis de calibre. 40, 45 e 9mm, de uso policial, foram encontrados na fazenda Buriti depois do confronto do dia 30. Hoje, a propriedade amanheceu sem o acampamento dos índios que conforme o Região News noticiou ainda ontem, deixou a área espontaneamente no dia que vencia o prazo da segunda liminar de reintegração de posse.
Segundo um dos líderes do movimento, representante da aldeia Córrego do Meio, a retirada por conta própria é resultado de acordo com o ministro da Justiça. Jenivaldo Campos também garante que não haverá qualquer resistência à Força Nacional, porque o Governo Federal assegurou que a tropa ficará na região apenas para evitar novos ataques contra índios e propriedades rurais.
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Foto: Arquivo Familiar