Reunidos em Assembléia na sede do Sindicato da categoria no início da noite desta terça-feira (07), os bancários da região de Dourados, incluindo Fátima do Sul rejeitaram a proposta indecente da Fenaban apresentada na última sexta-feira (5) e decidiram manter a greve por tempo indeterminado.
A rejeição foi por unanimidade dos bancários presentes que lotaram o salão II da entidade.
No restante do país não foi diferente, seguindo orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, as assembléias, que tiveram participação massiva de trabalhadores, também rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban e decidiram continuar a greve, que nesta terça completa 20 dias.
A paralisação, que continua crescendo e segundo a Serasa Experian já afeta a captação de crédito no país, fechou nesta segunda 11.717 agências e centros administrativos.
Segundo Janes Estigarribia, presidente do Sindicato, “a categoria mais uma vez mostrou força e união e, a votação por unanimidade pela rejeição da proposta e pela continuidade do movimento sinaliza que não estamos dispostos a abrir mão de melhorar as nossas condições de trabalho e valorização profissional”.
“A estratégia dos banqueiros é tentar vencer pelo cansaço. A do trabalhador é a união e a solidariedade”. Finaliza Janes.
De um lado, trabalhadores mobilizados e com motivos de sobra para permanecerem de braços cruzados, independentemente se de bancos públicos ou privados: trabalho gratuito, baixos salários, insegurança, metas.
Do outro lado, o dos patrões, lucros estratosféricos (R$ 59,7 bilhões nos últimos 12 meses), ganância sem medida e, diante de uma greve forte, uma proposta indecente de 7,1%. O resultado não poderia ser outro.
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