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Projeto de duplicação da Guaicurus ‘adia’ segurança a pedestres

28 outubro 2013 - 06h13 Por Louíse Lins/Informações Dourados News

Apesar de elogiado pela iniciativa de garantir a segurança de motoristas, motociclistas, e ciclistas, que passam pelo local, o projeto de duplicação da rodovia MS-162, a Avenida Guaicurus, em Dourados, deixou de lado, ou pelo menos adiou um aspecto importante: os pedestres.

A obra, orçada em R$ 28,9 milhões, que já começou a ser executada no dia 27 de setembro, prevê a implantação apenas de lombadas para a travessia dos pedestres que passarem pela região, que é uma das que mais crescem no município.

A implantação de passarelas que, segundo um especialistas, poderia garantir mais segurança, não está prevista.

“A lombada elevada é uma alternativa que funciona temporariamente, o interessante em uma obra deste porte e naquela região onde o fluxo de pessoas já está aumentando e, com o passar dos anos, deve ficar ainda maior, seria realmente a instalação de passarelas. A lombada não garante total segurança ao pedestre, que acaba tendo que contar com a boa vontade dos motoristas, que nem sempre reduzem a velocidade, o que é um risco”, explicou o arquiteto e urbanista Márcio Mello.

Mello elogiou o projeto, mas ressaltou que ele deixa a desejar não somente na questão da segurança dos pedestres, e também por não considerar o provável aumento de tráfego na região próxima à avenida, o que, inclusive, já causa alguns transtornos para quem passa pelo local.

“É um projeto muito bom, que atende a necessidade de segurança de motoristas, que é uma urgência que inclusive originou a reivindicação pela duplicação, mas além desta questão que envolve os pedestres, considero uma falha não antever o natural crescimento da região e as consequências disso. É importante a duplicação, é. Mas deveriam ter pensado nas entradas onde desafoga o fluxo para os bairros, que vai aumentar”.

Segundo o especialista um exemplo é a distribuição para o Centro da cidade ou escolas, na rua Monte Alegre por exemplo, onde a estrutura da rua não seria suficiente para a demanda que está por vir.

“Ali naquele ponto, que é apenas um exemplo, se trata de uma rua simples e aquilo ali não funciona para um fluxo tão grande. Por se tratar de uma avenida extremamente importante, esses pontos, das ruas que desafogam para a cidade, deveriam ter sido contemplados. Seria uma visão ampla do que a avenida traz de bom para a cidade, mas também os impactos dela. A Guaicurus tem de ser pensada como um todo”.

Para Mello, as possíveis consequências do projeto não ter contemplado a questão das passarelas para travessia de pedestres, e também o fluxo em ruas adjacentes, pode terminar em novas obras de melhorias daqui há alguns anos.

“Pelo que a cidade está se desenvolvendo para aquele lado, fica óbvio que vai ter o aumento de fluxo de veículos e pedestres, e que essa solução que está sendo executada agora não vai ser suficiente, e acabará tendo que ser aumentada. O que é feito hoje fica bonito na foto, mas não resolve tudo”, finalizou o arquiteto e urbanista.

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