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Exército ativa quartéis para reforçar segurança na fronteira de MS

1 abril 2014 - 12h07 Por Mayara Medeiros / Conjuntura Online

Orçado em R$ 1,2 bilhão em Mato Grosso do Sul e com prazo de dez anos para sair do papel, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) ativa em abril três quartéis, localizados em Mundo Novo, Iguatemi e Caracol.“Serão 200 homens nos quartéis”, afirma o general Lourival Carvalho Silva, que comanda a 4ª Brigada de Dourados. As unidades serão ativadas entre 2 e 3 de abril.

A 4ª Brigada é responsável por 650 km na faixa de fronteira, entre Mundo Novo e Caracol. “Temos várias obras em andamento, muitos equipamentos, viaturas”, afirma Carvalho. O efetivo vai passar de 4.500 para 4.700.

De acordo com o chefe do Centro de Operações do CMO (Comando Militar do Oeste), general Elias Rodrigues Martins Filho, o projeto piloto é desenvolvido em Dourados e a implantação deve ser concluída no fim de 2014.“Na primeira fase do projeto piloto foi identificado o que faltava de equipamentos e o que poderá ser utilizado para melhorar a nossa capacidade de monitorar essa faixa de fronteira”, afirma o general Elias.

O Sisfron pretende gerar informações que serão compartilhadas com as forças policiais, como PF (Polícia Federal), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e polícias estaduais. O Estado faz fronteira com Paraguai e Bolívia.Para funcionar em todo o país, o sistema, que começou em 2012, vai custar R$ 12 bilhões. No entanto, os valores já investidos são bem menos generosos.

Segundo o gerente geral do Sisfron, general João Roberto de Oliveira, em 2012/2013 foram R$ 240 milhões. O valor foi destinado à ativação de tropas e obras. Para 2014, o programa tem R$ 218 milhões assegurados. “Vamos utilizar até metade do ano e buscar recursos complementares”, afirma o gerente geral.

O Sisfron prevê uso de tecnologia para tirar da fronteira o estigma de “terra de ninguém”. Serão adotados câmeras, radares, sensores e o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado). “A gente tem muito pouco. As unidades de fronteira, a patrulha, a operação Ágata algumas vezes por ano”, afirma o general Oliveira.Ele explica que são apenas dois Vants. Um da Força Aérea e outro da PF, ambos na região Sul do País. O Sisfron é discutido de hoje a sexta-feira no Estado. 

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