A Sudeco e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul promoveram a 3ª reunião do Comitê de Articulação das Secretarias Estado da Área de Atuação da Sudeco (Case).
O desenvolvimento regional, as potencialidades e as oportunidades para que a Superintendência - em parceria com os governos e o setor produtivo - possa alavancar novos negócios para a região Centro-Oeste foi o objetivo da reunião que aconteceu nesta quinta-feira (2), segundo o Superintendente da Sudeco, Cleber Ávila.
"Estamos com foco muito forte na infraestrutura e logística, pois não adianta só produzirmos, nós precisamos industrializar e também escoar essa produção. Nós estamos aproveitando o boom de desenvolvimento para atrair empresas para executar as obras de infraestrutura e logística nos modais hidroviário, ferroviário, rodoviário e aeroviário, bem como a infraestrutura de armazenagem", destacou Cleber.
A Sudeco dispõe de R$ 7,2 bilhões, divididos em R$ 6 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e R$ 1,2 bilhão do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Cleber Ávila completa que o Case é fundamental para manter sinergia com os Estados, de modo a ter um fórum permanente que estimule a formação de parcerias destinadas à implementação de programas e projetos de interesse estratégico para o desenvolvimento regional.
O governador do Estado de MS, Reinaldo Azambuja, participou da ocasião e declarou que reuniões como a do Case são importantes para discutir as particularidades e as prioridades de cada unidade federativa da região. "A ideia é trabalhar com políticas que transcendam as fronteiras dos Estados induzindo ao desenvolvimento regional", observou Azambuja ao ressaltar que a Sudeco veio pra criar esse modelo de política de desenvolvimento que é uma das molas propulsoras de crescimento do Centro-Oeste.
FCO
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente de MS, Jaime Verruck, a reunião debateu quais são as diretrizes do FCO para 2016 e abriu o prazo para que sejam apresentadas todas as demandas para o próximo ano. "Temos de priorizar a aplicação, pois se trata de um recurso restrito. O próprio Governo do Estado propôs mais recursos para a recuperação de pastagens e também para atender o setor industrial, que começou a receber grandes investimentos a partir deste ano", declarou.
Na avaliação de Jaime Verruck, é o momento de priorizar. "Fizemos uma avaliação do FCO até agora e definimos quais as mudanças que podemos realizar ainda neste ano para beneficiar o setor produtivo e, dessa forma, conseguir aplicar 100% dos recursos na nossa economia. Nós buscamos que esse recurso cumpra o seu papel e, para isso, precisamos incentivar os setores de serviços, indústria e comércio, pois o agronegócio vai bem e tem capitado a parte que lhe cabe. Agora, cabe a nós mostrar que esse recurso é fundamental para a diversificação da economia estadual por meio de investimentos dos setores industrial, comercial e de serviços", finalizou.
Faixa de Fronteira
Durante o encontro, o 1º vice-presidente regional da Fiems, Luiz Cláudio Sabedotti Fornari, defendeu mais recursos para investimentos na faixa de fronteira do Estado com Paraguai e Bolívia, bem como para o encadeamento produtivo da indústria de papel e celulose sul-mato-grossense.
"Entendemos que, somente com a industrialização, vamos criar oportunidades de desenvolvimento dessa região, que já está marcada pela violência e precisa reverter esse quadro", destacou, reforçando que o outro ponto discutido foi o encadeamento produtivo do segmento da indústria de celulose e papel.
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