O impacto das obras da BR-163 foi discutido nesta quarta-feira (8) na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em Brasília entre prefeitos e parlamentares.
O presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), disse no encontro que há uma forte preocupação não apenas dos prefeitos, mas da população dos municípios a serem impactados em relação a eventuais prejuízos por conta da duplicação da rodovia.
A CCR MSVia, consórcio que venceu a licitação para explorar o pedágio, terá o prazo de cinco anos para realizar a duplicação total da rodovia, de Sonora (na divisa com Mato Grosso) até Mundo Novo (na divisa com o Paraná).
Vários encontros entre prefeitos, representantes do consórcio e parlamentares já ocorreram em Campo Grande e em Brasília na tentativa de se chegar a uma solução para os problemas iminentes em diversos municípios a serem impactados.
Durante a reunião, foi discutido o detalhamento das obras a serem feitas nas rodovias BR-163, BR-262 e BR-267 no âmbito do Programa de Concessão de Rodovias Federais.
Investimentos
Em Mato Grosso do Sul, o Programa de Concessão de Rodovias Federais prevê que sejam administradas pela iniciativa privada as rodovias BR-163 (da divisa MS/MT à divisa MS/PR), BR-267 (do entroncamento com a BR-163 até a divisa MS/SP) e a BR-262 (do entroncamento com a BR-163 até a divisa MS/SP).
Como contrapartida pela cobrança de pedágio, os investimentos obrigatórios nas rodovias serão de R$ 8,71 bilhões e devem incluir a duplicação de 1.369 dos 1.423 quilômetros de rodovia (uma pequena parte já é duplicada).
Também estão incluídas a adequação de toda a sinalização; a reforma de pontes, viadutos e tubulações de drenagem; a disponibilização do SAU (Serviço de Apoio ao Usuário) com ambulância para atendimento médico de emergência, atendimento mecânico, brigada para combater incêndios e serviço de apreensão de animais que possam invadir a pista; e um sistema de monitoramento por câmeras, instaladas a cada dois quilômetros.
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