A adesão à greve dos bancários já atinge 59,41% das agências em Campo Grande e 48% quando se contabiliza as unidades que não estão atendendo aos clientes nas cidades do interior de Mato Grosso do Sul. “Enquanto não tivermos uma proposta que atenda as reivindicações do sindicato não voltaremos a trabalhar”, disse o presidente Edvaldo Barros, do SEEBCG (Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de Campo Grande), que afirmou ainda que a categoria não recebeu nova proposta de reajuste salarial da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
De acordo com Barros, o último balanço que da entidade foi que das 170 agências da Capital, 101 aderiram à greve e paralisaram o atendimento. No interior, 24 estão fechadas, no total de 50 unidades. Os números se referem às adesões registradas nesta quinta-feira (8). Hoje, o número de agências fechadas pode aumentar em todo o Estado.
De acordo com Alexandre dos Santos, diretor-presidente do IPEC (Instituto de Proteção e Estudo das Relações de Consumo do Brasil), o banco que tem tido mais reclamações na demora de compensação de pagamento e depósito é a Caixa Econômica Federal. “Há casos de consumidores que reclamam da demora para entrar o dinheiro na conta ou acusar o pagamento do boleto, mas este número ainda é pequeno, até porque os gerentes são cargos de confiança e eles não podem deixar de trabalhar”, diz. No início do movimento, o presidente do SEEBCG chegou a afirmar que não tinha como prever se haveria efetivo para trabalhar nos canais de atendimento, compensação e reabastecimento de caixas eletrônicos.
“O serviço bancário e de compensação de cheque é considerado atividade essencial pela lei de greve. Isso significa que a paralisação dos trabalhadores não pode deixar os consumidores sem nenhuma opção”, informa dos Santos.
“Se não houver outro meio ou local para que o consumidor efetue o pagamento das cobranças e dívidas, então deve documentar essa tentativa de quitação do débito junto ao Procon (Superintendencia de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor”, acrescenta o advogado.
Os bancários receberam uma proposta de 5,5% de reajuste nos salários com mais R$ 2,5 mil de abono fixo, no entanto, a categoria pede reajuste salarial de 16%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% referentes à perda para a inflação.
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