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Aposentados da Capital aproveitam a "melhor idade" sem dispensar renda extra

24 janeiro 2012 - 14h19

Estatísticas mostram índices cada vez menores de pessoas com mais de 65 anos dependente dos filhos. Se você achou que todos os aposentados preferem ficar em casa descansando, se enganou. O perfil mudou e muitos optam por desenvolver uma renda extra, viajar e aproveitar a fase da “melhor idade”. Hoje, 24 de janeiro é comemorado o Dia do Aposentado, àquele que por anos contribuíu para a economia do país.  

Após trabalhar 30 anos nos Correios, seu Danilo Rosa de Oliveira, hoje com 58 anos, continua no batente. Assim que a aposentadoria saiu, iniciou a carreira de taxista. “É muito difícil ficar parado. A tendência do salário do aposentado é diminuir cada vez mais. Com o valor que recebo, não consigo acompanhar o ritmo que tinha antes. Por isso optei por uma renda a mais”, comenta.


Oliveira começou a trabalhar com apenas 12 anos de idade. “Comecei muito novo, ainda guri. Naquela época tinha a Carteira de Trabalho do Menor”.  As regras mudaram e hoje em dia, de acordo com a Lei, ao menor de 16 anos de idade é vedado qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos, com jornada de trabalho de no máximo 6 horas diárias, podendo chegar ao limite de 8 horas desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental, e se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. Outra opção para os jovens é o estágio para alunos que tiverem frequentando cursos profissionalizantes do 2º grau ou escolas de educação especial.


O aposentado e taxista, pai de nove filhos, dividi seu tempo com o serviço e a família, nas horas vagas prefere ficar em casa. O horário da jornada de buscar e levar as pessoas depende de sua disposição. “Tem dia que toco direto, 24h, tem dia que meio fico período”. Questionado a respeito de quando pretende parar, a resposta foi: “Vou seguindo, até quando Deus quiser”, diz com ar de animação.

Socialização

Sair da rotina que você levou por décadas não é uma tarefa fácil e muitas vezes pode trazer alguns problemas, como a depressão. A psicóloga Erika Aristimunho Faria disse ao MSREPÓRTER que a aposentadoria, vem seguida da ociosidade, que desenvolve casos de isolamento. “O trabalho também serve para que se relacionem com as pessoas e tenham vida social. Quando esse círculo se restringe, faz muito mal à saúde”. 

De acordo com Érika, quando se trabalha em algo repetitivo, a pessoa acaba querendo mesmo se aposentar e descansar. Mas é fundamental que nessa nova etapa, busque aliar o tempo com aquilo que sempre gostou e quis fazer. “Não pode parar de pensar e se entregar. A evolução independe da idade. O lazer, esporte e estudo são essenciais para ajudar na qualidade de vida na terceira idade”, orienta.

Dona Sebastiana Oliveira dos Santos é um exemplo de que não tem idade para ser feliz. Menos de um mês para completar 75 anos, ela conta que já está com a passagem comprada para aproveitar o feriado de carnaval em Maceió. “Gosto muito de viajar. Às vezes meu esposo me acompanha, outras eu vou sozinha. Não pago passagem mesmo, agendo e vou de ônibus”.


A aposentada, que trabalhou 27 anos na Santa Casa de Campo Grande, conta que logo que deixou o serviço teve início de depressão por sentir falta do trabalho. Mas isso não durou muito tempo. Ela decidiu ocupar seu tempo viajando, fazendo crochê e até mesmo estudando. “Recebi meu certificado de informática. Na primeira semana de fevereiro começo meu curso de fotoshop. Assim passo o tempo e fico por dentro da era digital, até mesmo para me interar com meus netos”. Ela é mãe de quatro filhos, um adotivo, tem oito netos e dois bisnetos. 

Dona Sebastiana comenta que além dos crochês que faz por encomenda, a renda do esposo e o aluguel de uma casa dela ajudam nas despesas mensais.  


Karla Lyara

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