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Jornalista compra celular em compra coletiva pela internet e aparelho chega destruído

20 janeiro 2012 - 13h59

As vantagens e descontos oferecidos pelas compras coletivas na internet têm atraído cada vez mais consumidores.  As ofertas vão de 10 a 90% de desconto. No entanto, é preciso ter cautela com esse tipo de compra. O consumidor deve buscar o maior número de informações possíveis sobre a empresa que vai prestar o serviço, como qualidade do produto e também histórico de reclamações nos órgãos de defesa dos consumidores. Porque apesar dos benefícios, muitas pessoas têm enfrentado problemas com o produto adquirido


A editora do MSREPÓRTER, Karla Lyara, passou por um situação nada agrádavel. Após fazer uma compra pela internet, a jornalista recebeu um celular parcialmente destruído. A embalagem chegou pelos Correios amassada na tarde desta quinta-feira (19). Ao abrir a caixa, Karla percebeu que o aparelho smartphone Q9 estava amassado, com o compartimento da bateria quebrado, e os acessórios estavam danificados. “Eu pedi dois celulares. Um veio intacto, mas o outro está destruído, cheio de furos. Não sei o que o aconteceu”, conta.


A compra foi feita no dia 15 de dezembro no site de compra de coletiva Groupon. A previsão era que a mercadoria chegasse no Natal. “Além de chegar atrasada, um mês depois, ainda veio desse jeito”.


De acordo com o próprio site de compra coletiva, os produtos têm três meses de garantia. Cada aparelho custou R$ 124,99, que foram pagos com o cartão de crédito. “O preço era R$ 173 e baixou para esse valor. O que me atraiu foi o desconto, achei barato até por ser um aparelho com dois chips”, afirma.


A jornalista já entrou em contato com Procon/MS e recebeu a informação de que o cliente tem sete dias para devolver a mercadoria. Além disso, a empresa não pode obrigar o cliente a trocar por outro produto.


De acordo com o superintendente do órgão, Lamartine Ribeiro, a orientação é colocar a mercadoria do jeito que chegou dentro da caixa novamente e mandar de volta ao site. “Depois, eu tenho que mandar um e-mail ou ligar explicando o motivo da devolução e pedir meu dinheiro de volta”.


Comprou, pagou e nunca chegou


Tão grave quanto receber um produto danificado é não recebê-lo. A publicitária e analista de marketing, Eliane Neri de Oliveira, de 24 anos, comprou uma mesa de computador e quase um ano depois o produto ainda não chegou.


A compra foi feita em fevereiro do ano passado. De acordo com Eliane, a empresa deu 10 dias para a entrega. “Após 14 dias, liguei para saber se havia acontecido alguma coisa, mas eles não sabiam de nada”, disse em entrevista ao MS REPÓRTER.


Foram várias ligações de março até o final de agosto e os atendentes pediam para Eliane entrar com a transportadora, pois o problema não poderia mais ser resolvido pela empresa. “Na transportadora, as atendentes diziam que também não tinham nada a ver com isso e que eu tinha que falar com a ouvidoria da Americanas”.


A publicitária mandou vários e-mails para a ouvidoria da Americanas, porque o setor não tem atendimento por telefone, no entanto, não conseguiu resposta. No 0800, as tentativas também fora frustadas, as atendentes não tinha informação alguma sobre a mercadoria.


No mês de agosto, Eliane percebeu que o problema só seria resolvido na Justiça. “Abri um processo, provei que fui lesada e ganhei, claro”, comemora.


No entanto, a empresa entrou com recurso e não cumpriu a sentença que obriga a devolver o dinheiro de Eliane e pagar multa por transtorno. Agora, a publicitária aguarda a decisão final. “O que eu quero é que a Americanas tenha respeito por nós consumidores, é a empresa virtual que mais tem casos de insatisfação e processo no Brasil”, ressalta.


Adriana Oliveira

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