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Usina em Brasilândia é multada em R$5 milhões por trabalho escravo

12 maio 2011 - 21h49

Duas empresas do Grupo J. Pessoa foram condenada a pagar R$ 5 milhões por danos morais coletivos praticados contra mais de mil trabalhadores que eram mantidos em situação degradante na Usina de Brasilândia, Mato Grosso do Sul. Foi constatado que entre os trabalhadores havia mais 800 indígenas.  


Nas frentes de trabalho, não havia local protegido contra a chuva, não era prestada assistência médica e nem mesmo equipamentos de proteção individual eram fornecidos. Os trabalhadores tinham ainda de conviver com falta de água, com alimentação de qualidade ruim, e os ônibus que faziam o transporte de operários eram sujos e em condições precárias.


Foi comprovado que os trabalhadores indígenas eram tratados com discriminação, sendo mantidos em condições piores que as dos demais empregados. Conforme a assessoria do órgão, os trabalhadores eram mantidos em alojamentos precários, sem instalações sanitárias adequadas, com lixo e esgoto a céu aberto.


As empresas Agrisul Agrícola LTDA e a Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool (CBAA) de Brasilândia foram condenadas ainda a sanar as irregularidades trabalhistas verificadas em 2008 pela fiscalização do Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul.


A decisão foi tomada pela juíza da Vara do Trabalho de Bataguassu-MS, em ação proposta pelo Ministério Público do Trabalho.


 


Fonte: Nova News/Ministério do Trabalho

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