A família da indígena Izabelia Vilhalba, de 23 anos, teve a casa incendiada e foi expulsa da Aldeia Limão Verde, em Amambai.
Na casa, Izabelia vivia com sua mãe, seu marido e seus seis filhos, com idade entre 10 meses e 12 anos. A ação foi praticada por parentes, que após a morte do indígena Valdemilson Vilhalva, primo da jovem, acusaram a família de feitiçaria.
De acordo com Willian Rodrigues, chefe da Coordenação Técnica Local (CTL) da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Amambai, que acompanhou pessoalmente o caso, depois da morte de Valdemilson, por conta de uma doença, o pai do rapaz e tio de Izabelia, teria se revoltado, e passado a acusar a moça de ter “contratado um feitiço” para matar seu filho.
Por conta das acusações, outros membros da família também se revoltaram e foram até a casa de Izabelia, supostamente para linchá-la, mas como não a encontraram, expulsaram os moradores da reserva indígena e atearam fogo na residência.
Assustada, a avó apanhou cinco dos seis netos, algumas coisas que conseguiu salvar da casa e desapareceu com as crianças, sendo encontrada somente no final da tarde desse domingo (24) por uma equipe da Polícia Militar Rodoviária Estadual (PRE) da base operacional de Amambai.
Ao ser localizada, a mulher disse que havia passado a noite com os netos ao relento, aos fundos de um sítio, situado às margens da Rodovia MS-156, trecho que liga Amambai a Tacuru, a cerca de dois quilômetros da aldeia de onde foram expulsos.
A Polícia Militar de Amambai, que já estava trabalhando no caso, esteve no local acompanhado pelo chefe do CTL, Willian Rodrigues e com apoio da PRE, conduziu a avó e os netos para a sede da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Amambai, onde as crianças se encontraram com o pai e com a mãe.
Para garantir a segurança da família, após prestar as informações necessárias a policia, a família foi abrigada pela FUNAI em um hotel da cidade, até que se encontre um local seguro para levá-los.
Camila Bertagnolli/Com informações da Gazeta News
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