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Interior

Praça de Dourados é considerada nova cracolândia

11 agosto 2011 - 12h25 Por Markito

A Praça do Cinquentenário é a nova Cracolândia de Dourados. O local vem sendo utilizado como ponto de prostituição e uso de drogas. Prova disto, são os inúmeros preservativos, cachimbos típicos de uso do crack e pertences que são deixados principalmente na concha acústica.

Por causa do problema, a população se sente amedrontada. É o caso de frentistas que utilizam a praça como ponto de referência. “Para ir ao banheiro ou beber água temos que ir ao posto de combustível vizinho. Além de ser totalmente impraticável utilizar destes recursos na Praça, que não tem sequer iluminação, sentimos medo de ir até a concha acústica que é frequentada por pessoas perigosas”, destaca o frentista José Roberto Bernardes.

Segundo ele, o local que poderia estar sendo utilizado de maneira a incentivar a cultura e o lazer se tornou um perigo para a sociedade. “Temos até medo de descer na concha e se deparar com algum criminoso”, alerta.

Ele enaltece o trabalho de limpeza do gramado da praça que é feito todos os dias, mas acredita que é hora do poder público investir no local. Um dos agravantes é que a concha fica alagada durante dias de chuva e vira um potencial risco à dengue.

O cheiro do local é insuportável e o prédio serve de abrigo para um grupo de 4 filhotes de cachorro que estão abandonados e convivem com a sujeira e a fome. Crostas de dejetos humanos e de animais tornam inservível o local que deveria ser utilizado pela população. Até absorventes de uso íntimo e sujos foram encontrados. “Pior do que um chiqueiro”, comenta um pedestre que passava pela praça. O Douradosagora também apurou que não há água encanada e nem rede de luz. “Levaram até relógio da luz”, destaca.

O estudante Lucas Andrade da Silva lembra quando reunia os amigos para jogar vôlei na quadra de areia. “Era uma forma que nós tinhamos de lazer. Agora o que nos resta é só ficar aqui, às vezes tomando tereré”, diz. O colega Edvan Ribeiro da Silva diz que sem incentivos culturais ou de esportes, muitos adolescentes acabam indo para as drogas. “Tenho amigos que infelizmente foram por este caminho”, lamenta.

No muro da praça, um buraco mostra a fragilidade do local. Um terreno baldio com algumas edificações mostra uma realidade preocupante. São centenas de roupas, garrafas de bebidas alcoólicas, cachimbos, camisinhas e outros vestígios de que há concentração de pessoas no local.

Camila Bertagnolli/Fonte: Dourados Agora

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