Menu
Busca quinta, 03 de setembro de 2026
Interior

PF investida como genocídio ataque a indígenas de Iguatemi

9 setembro 2011 - 05h46 Por Markito

No local, foram encontrados dezenas de cartuchos de munição; Há indício de milícia armada

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou abertura de inquérito policial após ataque a indígenas acampados às margens de uma estrada vicinal próximo a Iguatemi, região sul de Mato Grosso do Sul. Homens armados teriam chegado ao local no dia 23 de agosto, por volta das 20h, atirando e teriam ordenado para que queimassem barracas, roupas e amarrassem todos os índios da etnia guarani-kaiowá.

Entre os feridos no ataque estão crianças, idosos, jovens e adultos, muitos que não conseguiram correr. O acampamento, em área pública de uma estrada vicinal, foi totalmente queimado, assim como os pertences dos índios e o estoque de comida.

Em vista da insegurança, os indígenas atravessam o rio que os separa do acampamento. São 50 metros entre as margens, dois metros de profundidade  e forte correnteza, enfrentada por mulheres, idosos e crianças através de um fio de arame.

O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) de Naviraí, a pedido do MPF em Dourados. No local, foram encontrados dezenas de cartuchos de munição calibre 12 (balas de borracha) e há indício de formação de milícia armada.

De acordo com o MPF, o crime é tratado como genocídio, uma vez que a violência foi motivada por questões étnicas contra uma coletividade indígena.

O ataque é mais um capítulo de violência étnica em Mato Grosso do Sul, Estado com a 2ª maior população indígena do país. Cerca de 70 mil índios de diversas etnias aguardam a demarcação das terras tradicionalmente ocupadas por eles, em cumprimento a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo MPF e a Fundação Nacional do Índio (Funai) em 2007 e até hoje não cumprido.

Os índios guarani-kaiowá reivindicam a área que eles chamam de ‘Puelito Kue’, que já foi estudada pelos antropólogos da Fundação Nacional do Índio (Funai). O relatório, cuja publicação é uma das fases da demarcação de terras indígenas, está em fase final de redação.

Conforme o site do MPE, os indígenas que sofreram o ataque acabaram voltando para o acampamento por não ter para onde ir. 

Karla Lyara

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: