Foram presos três suspeitos de participação no ataque contra o acampamento indígena da etnia guaraní-kaiwá na última terça-feira, dia 29 de novembro, conforme a Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (1º).
O cacique do acampamento, Nísio Gomes, segue desaparecido desde o dia do ataque, 18 de novembro.
A área invadida pelos pistoleiros está em estudos para identificação de terras indígenas, e faz parte de fazendas situadas entre os municípios de Aral Moreira e Amambaí. Os homens atiraram com armas de balas de borracha contra os índios acampados.
Na quinta-feira, dia 24 de novembro, índios e produtores rurais fizeram um acordo para conviverem na região dos acampamentos indígenas. O compromisso foi firmado durante uma reunião com o procurador da República, do Ministério Público Federal de Ponta Porã, Thiago Santos.
Segundo o MPF, os guarany-kaiwá concordaram em não interferir nos trabalhos agrícolas nas fazendas invadidas e os produtores autorizaram a permanência dos acampamentos.
Conforme os índios, o líder desaparecido foi assassinado e seu corpo foi colocado em uma caminhonete e levado do local. Mais duas pessoas ficaram feridas no acampamento em que vivem cerca de 100 índios da etnia kaiwá.
Ana Maria Assis
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Nísio Gomes, cacique que foi assassinado em ataque ao acampamento