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Interior

Exame pode comprovar se jovem foi estuprada

2 dezembro 2011 - 07h58 Por Markito

Conforme advogada que defende a jovem que foi espancada na festa de formatura de Odontologia em Dourados, a jovem foi estuprada. A advogada disse, ainda, que um exame já comprovou o estupro.

Virginia Magrini diz que a estudante foi estuprada e a principal suspeita é que Murilo Luan dos Santos, 20 anos, preso no final da manhã desta quinta-feira por agredir a menina, foi quem cometeu o estupro.

Segundo Magrini, no dia em que a jovem deu entrada no hospital, na manhã de domingo, foram realizados vários exames, dentre eles o que constatou que a estudante teria sido estuprada. “Foram encontrados espermatozóides”, disse a advogada.

Já a delegada Francieli Candoti e o delegado Luiz Augusto Milan, que pediram a prisão preventiva do rapaz por 30 dias, preferiram não se pronunciar sobre o estupro, já que essa hipótese ainda está sendo investigada.

Acusado

O acusado de espancar a estudante de arquitetura, Murilo Luan dos Santos, 20 anos, foi preso nesta quinta-feira (30) em Dourados. Acompanhado de dois advogados, Murilo se apresentou na Delegacia da Mulher por volta das 11h40. A delegada Francieli Candoti e o delegado Luiz Augusto Milan já haviam pedido a prisão temporária do acusado, por 30 dias.

Ele nega a acusação de espancar a estudante e alega que Karla teria caído da escada. A acadêmica sofreu politraumatismo de face e perdeu três dentes.

Na versão de Murilo, que também é estudante da Unigran, de Publicidade e Marketing, os dois teriam ficado durante a formatura e foram para um lugar reservado, um mezanino, que estava atrás de cortinas. O rapaz contou que eles tentaram fazer sexo, o que não ocorreu, devido os dois estarem embriagados.

Ainda de acordo com Murilo, em determinado momento, eles resolveram sair do mezanino. O rapaz voltou para pegar o celular de Karla. Nesse intervalo, a jovem teria caído da escada.

No entanto, a informação de que Karla estava embriagada é contestada no depoimento dela e de mais dez pessoas. Todos disseram que a jovem não havia bebido durante a festa.

Karla disse em seu depoimento que só teria ingerido bebida alcoólica (uísque) por volta das 5h de domingo, oferecido pelo rapaz. Depois disso não se lembrava mais de nada. A partir daí a delegada passou a trabalhar com a hipótese de que Karla poderia ter sido dopada.

Ana Maria Assis/ Com informações do Dourados Agora e Adriana Oliveira

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