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Interior

Acusado de agredir jovem em formatura é solto; Juiz descarta hipótese de estupro

17 dezembro 2011 - 09h06 Por Markito

Foi libertado na tarde desta sexta-feira (16) em Dourados o estudante Murilo Luan dos Santos, de 20 anos, acusado de agredir uma jovem em uma festa de formatura no dia 28 de novembro.

O juiz Jairo Roberto de Quadros, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Dourados, aceitou o pedido da Revogação da Prisão Temporária dos advogados do estudante, que alegaram "não haver a necessidade de Murilo Luan dos Santos nem sequer ter sido preso, já que se apresentou voluntariamente à Delegacia da Mulher, não possui antecedentes criminais e o mais importante, não havia evidências seguras e concretas de que tenha havido agressão a jovem Karla, muito menos se falar em estupro".

Segundo informações do site Dourados News, Murilo estava detido preventivamente no Distrito Policial de Dourados desde o dia 1° de dezembro, quando se apresentou à Polícia Civil.

O rapaz é acusado de agredir a jovem Karla Vicente de Paula, também de 20 anos, na festa de formatura do curso de Odontologia da Unigran, realizada no dia 28 de novembro.

Caso

Karla foi encontrada desacordada em um banheiro, onde teve dentes quebrados, maxilar fraturado e outros ferimentos. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Evangélico, onde um médico especialista constatou que as lesões não teriam sido causadas por queda, mas sim por agressões provocadas por um homem, dado a intensidade dos golpes sofridos pela vítima.

De acordo com informações da polícia, também foi constatado que houve relação sexual. A jovem, que corre o risco de permanecer com sequelas, ainda deve passar por uma cirurgia reparadora.

Murilo nega a acusação de espancar a estudante. Segundo ele, os dois teriam ficado durante a formatura e em determinado momento foram para um lugar reservado da festa, que foi realizada no salão de eventos da Unigran.

Estupro descartado

Além de revogar a prisão temporária do estudante, a justiça também descartou a hipótese de estupro. Conforme sentença proferida pelo juiz Jairo Roberto de Quadros, "não emerge confirmação segura e concreta do suposto estupro, tanto que o próprio perito, ao ser ouvido pela autoridade policial, descartou a possibilidade de relação sexual mediante violência, externando: '...pela quantidade de líquido que havia na genitália da vítima, provavelmente era esperma (sêmen), no entanto, a vítima não apresentava equimose, ou seja, o ato sexual não foi violento'".

Segundo a sentença, o juiz concluiu que "não há, portanto, imputação concreta adicional, pois, como se percebe, a possibilidade de configuração de outro delito se afigura até o momento não formalizada concretamente, restrita a meras conjecturas e ilações".

Camila Bertagnolli

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