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Interior

Dupla acusada de vender recibos médicos em Coxim está foragida da Justiça

19 janeiro 2012 - 09h00 Por Markito

Jailson Souza da Silva, de 56 anos, e Wamil Vieira da Rosa, de 53 anos, que estavam vendendo recibos médicos para abater no Imposto de Renda (IR), em Coxim, tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça na tarde desta quarta-feira (18).

O pedido pelas prisões foi feito pelo delegado Amylcar Eduardo Romero, da 1ª Delegacia de Polícia de Coxim. A Polícia Civil, logo após decretadas as prisões, procurou os indiciados em diversos endereços, no entanto, não conseguiram localizar os dois.

Eles não estavam na pousada onde se hospedavam anteriormente, nem nos endereços de Campo Grande.

 “Lula” e “Palocci”, como são conhecidos devido a aparência física, estão foragidos e respondem por falsificação de documentos.

Caso

Jailson Souza da Silva, de 56 anos, e Wamil Vieira da Rosa, de 53 anos, foram flagrados com aproximadamente 200 recibos preenchidos. Os valores variam de R$ 1,5 mil a R$ 2,5 mil, eram carimbados e assinados por profissionais da saúde de diversas áreas, como médicos, dentistas, fisioterapeutas e psicólogos. No montante também tinha recibos de profissionais de Coxim, mas os mesmos afirmam que eram falsificados.

Para ter acesso ao número do registro desses profissionais junto aos respectivos conselhos, os falsificadores pagavam consultas e pediam recibos, que eram utilizados como modelos. Em seguida, eles mandavam confeccionar os carimbos e falsificavam as assinaturas desses profissionais. Em Coxim, os recibos estavam sendo oferecidos, principalmente, para bancários e professores.

A polícia efetuou buscas em dois quartos de uma pousada na Rua João Pessoa, no centro da cidade, onde eles estavam hospedados. Nos quartos foram encontrados grande quantidade de recibos preenchidos e vários blocos de recibos em branco.

Segundo os falsificadores, eles informaram que o custo era de 7% do valor do recibo. Ou seja, para um recibo de R$ 2 mil o “cliente” teria de pagar aos falsificadores R$ 140,00.

No carro usado pelos falsários, um Fiat Pálio, com placas de Campo Grande, foram encontrados mais recibos. Parte desses recibos somou cerca de R$ 200 mil, cuja venda renderia R$ 14 mil a eles. Segundo o delegado, um dos falsificadores – Jailson Souza da Silva – já foi preso outras duas vezes por falsificação de documentos.

Ana Maria Assis/Com informações do Edição de Notícias

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