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Interior

Correios cobram ordenamento de ruas e numeração para entrega de cartas em Corumbá

12 junho 2012 - 13h36 Por Mariana Anjos / Com Informações Diarionline

Um Inquérito Civil, a ser instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF), vai pedir esclarecimentos à Prefeitura de Corumbá sobre o ordenamento numérico e a nomeação das ruas da cidade. É que segundo os Correios, o município tem um sistema confuso de numeração das vias e de endereçamento que dificulta o trabalho de entrega de correspondências pelos carteiros. "Temos uma situação em Corumbá que classifico como muito delicada. É a questão da duplicidade de numeração das ruas; da falta de ordenamento dessas vias e do emplacamento. Isso compete à Prefeitura, mas, nós dos Correios, temos todo interesse em apoiar a Prefeitura para que possamos cumprir com nossa missão e satisfazer a população no que diz respeito à entrega de correspondências", disse ao site Diárionline, o diretor-regional dos Correios de Mato Grosso do Sul, João Rocha, após participar de uma reunião na sede do MPF corumbaense sobre o assunto.

No encontro com o procurador da República, Wilson Rocha Assis, a direção regional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, informou que há uma regulamentação federal estabelecendo normas para a entrega de objetos dos serviços postais básicos. "São duas portarias do Ministério das Comunicações que regulamentam como deve ser a numeração das ruas nos municípios, para que os Correios possam fazer a entrega das correspondências", observou Rocha.

Em Corumbá, segundo a direção dos Correios, o principal problema é a repetição da numeração em imóveis. Há domicílios diferentes com números iguais e desordenados ao longo de uma mesma rua. Um exemplo dessa situação acontece no bairro Popular Velha. Na rua João Afonso há cinco imóveis de número 5; seis com o número 4 e outros quatro imóveis usando o 7 como numeração, informa um levantamento feito pela Diretoria Regional.

No bairro Cristo Redentor a situação se repete. Na rua São Paulo três imóveis de número 18; na rua Minas Gerais há três com o número 6; na rua Simão Bolívar há quatro imóveis de número 5 e outros quatro imóveis de número 6, não-sequenciais e não-ordenados, dispostos aleatoriamente ao longo destas ruas. Além disso, há ruas com nomes repetidos em mais de um bairro. De acordo com os Correios, há pelo menos três Alamedas 7 no município. Em todas, há numeração repetida nos imóveis. Outra situação é o uso do número de quadra-lote como identificador do imóvel ou a falta da numeração do imóvel.

Esses fatores têm gerado atrasos na entrega, motivados pela dificuldade dos carteiros em fazer chegar corretamente os objetos postais a seus destinatários, causando transtornos à população. Hoje, enfrentando essa situação, entrega em diversos pontos depende do conhecimento que o carteiro da área atendida tem. Para garantir a adequação das ruas, por parte da Prefeitura, ao que determinam as portarias do Ministério das Comunicações, os Correios se propõem a auxiliar o Poder Público no trabalho de ordenamento. "Temos os nossos técnicos que estão preparados para auxiliar esse trabalho e os nossos carteiros, se for preciso também para ajudar a resolver isso.

Atualmente, as cidades são divididas em distritos postais. Cada carteiro é responsável por um. Antes de sair para as ruas, tem todo um trabalho de triagem das correspondências e é por isso que a numeração e os endereços da cidade têm de estar de acordo com essas portarias", ressaltou o diretor dos Correios de Mato Grosso do Sul.

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