Armado com uma pistola calibre 7,65, mas, segundo a Polícia Militar, no ato com munição calibre 32, um adolescente de 16 anos invadiu uma escola e após assaltar a cantina, acabou fazendo cinco funcionários da instituição de ensino como reféns por cerca de meia hora, na noite dessa terça-feira (25) em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai.
O fato aconteceu por volta das 22h na Escola Estadual Eneil Vargas, situada na região do Jardim Seriema, a cerca de 100 metros da linha internacional que separa Brasil e Paraguai.
De acordo com informações, o adolescente adentrou o pátio da escola e perambulou pela frente de algumas salas de aula, o menor, que aparentemente estaria sob efeito de entorpecentes, segundo a polícia, se dirigiu até a cantina da instituição de ensino e roubou R$ 100 em dinheiro.
Após praticar o assalto o adolescente seguiu até o setor administrativo da escola onde, sob ameaças, rendeu cinco funcionários. A Polícia Militar foi acionada e se deslocou para o local.
A PM informou que ao notar a chegada dos policiais, o rapaz teria se trancado no setor administrativo da instituição de ensino juntamente com todos os funcionários reféns.
Diante das circunstâncias os policiais militares, com apoio dos educadores da escola e inclusive dos próprios reféns, abriram uma linha de negociação com o sequestrador e após cerca de meia hora, segundo a PM, o jovem teria entregado a arma a um dos funcionários da escola que estava como refém e se entregado à polícia.
Ao ser detido o adolescente teria relatado aos policiais que tinha entrado na escola à procura de um suposto aluno da instituição de ensino que teria uma dívida de drogas com ele e o assalto à cantina e o sequestro dos funcionários foi uma consequência da ação.
A direção da escola está levantando se o sequestrador já foi aluno da instituição de ensino.
Escola não conta com agente patrimonial
A Escola Estadual Eneil Vargas, onde ocorreu o episódio, bem como a outra escola da rede estadual de ensino em Coronel Sapucaia, a Escola Estadual Coronel Sapucaia, não contam com agentes patrimoniais de segurança oferecidos pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a direção da instituição de ensino, atualmente apenas um vigia cedido pela Prefeitura de Coronel Sapucaia faz a segurança da escola, porém, no dia do ocorrido havia faltado devido problemas de saúde.
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Foto: A Gazeta News