As 11 pessoas envolvidas no esquema que detectou desvio de R$ 3 milhões na Previdência em esquema de fraude em aposentadorias rurais no município de Naviraí continuam presas.
Neste domingo, mais duas prisões em consequência dos desdobramentos da operação Lavoro, realizada na última quinta-feira, foram parar atrás das grades. Além dessas prisões, nesta segunda-feira foi prorrogada por mais cinco dias a prisão temporária de onze dos doze suspeitos detidos na operação. As investigações continuam em andamento, segundo a Polícia Federal.
Foram alvos da operação da PF escritórios de advogados, funcionários públicos do INSS de Naviraí, presidentes de três Sindicatos de Trabalhadores Rurais (Naviraí, Juti e Itaquiraí), agenciadores e uma financeira, todos envolvidos na concessão de benefícios previdenciários fraudulentos. Segundo a Polícia Federal, as supostas falsificações colocam Naviraí em 1º lugar do País em número de aposentadorias rurais, levando em conta a quantidade populacional.
Segundo a Polícia, a cada 100 pessoas, 36 eram beneficiadas com a aposentadoria rural no município. Os crimes previdenciários também vinham ocorrendo em Campo Grande, Juti e Itaquiraí, no Mato Grosso do Sul, e na cidade paranaense de Umuarama, segundo detectou trabalho de investigação da PF.
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