Nesta quarta-feira (8), após a polícia receber informações sobre um assassinato que ocorreu dentro da Fazenda Santa Luzia no bairro Papagaio em Nova Andradina (MS), foi descoberto pelo Jornal da Nova que um grupo de trabalhadores que estão trabalhando em uma colheita de mandioca na fazenda, estão em um verdadeiro trabalho escravo, pelas condições que se encontram os alojamentos.
No local não possuía água potável ou qualquer outro tipo de higiene, o trabalhadores são submetidos a mais de 12 horas de trabalho por dia. As refeições são feitas com água do rio Papagaio, mesmo local onde se toma banho, a água também é utilizada pelo gado e para os trabalhadores fazerem suas necessidades básicas. A fazenda fica a 72 km da cidade e se houver uma emergência clínica, o trabalhador não tem nem acesso a nenhuma comunicação para receber o atendimento.
Os alojamentos improvisados, com colchões e cobertas cheios de fungos, mofos, cozinha ao ar livre sem qualquer higiene, um risco grande para a saúde.
Segundo um funcionário que trabalha para o empreiteiro que mora em Taquarussu, “a nossa alimentação pela manhã é resto de comida da janta e um cafezinho improvisado, no almoço, arroz e feijão e de vez em quando um charque ou peixe que pescamos no rio, banho decente, só quando chegamos em casa depois de 15 dias, vivemos a noite na total escuridão, com risco de ser picado por uma cobra ou atacado por onça e outros animais silvestres”, reclama o trabalhador dizendo que não tem contrato e nem carteira registrada.
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