Uma mesa danificada levou a polícia até a Câmara de Vereadores de Dourados nesta quarta-feira (24) pela manhã. A denúncia, de dano ao patrimônio público, chegou até a delegada do 2º Distrito Policial, Magali Leite Cordeiro Pascoa, que acompanhada da Força Tática da Polícia Militar, se deslocou até a Casa de Leis.
“Acredito numa manifestação justa de vocês, mas desde que seja pacífica. Qualquer dano ao patrimônio público será resolvido judicialmente e acredito que, como estudantes, não querem manchar seus currículos com antecedentes”, disse a delegada.
Segundo ela, a pena pelo crime pode chegar há três anos de reclusão, caso seja feito o flagrante. "Vamos analisar todas as imagens e ver como será enquadrado o caso", contou.
O objeto em questão fica na entrada do prédio do Legislativo e ficou rachado. Segundo os acadêmicos, não houve ação proposital e sim, acidental. O responsável pelo fato já foi identificado e será apresentado nesta tarde.
“Desde o início deixamos claro que qualquer atitude que resultasse em dano, seria prontamente reposta por nós. Já foi identificado quem quebrou a mesa e será apresentado. Foi acidente, não proposital”, comentou o estudante de psicologia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) Leandro Moretti.
A perícia da Polícia Civil também esteve no local para ‘levantar’ o ocorrido. Os estudantes estão acampados na Câmara de Vereadores desde o dia 4 de julho reivindicando melhorias no transporte coletivo urbano. Por conta da ocupação, a primeira sessão ordinária pós-recesso na Casa, agendada para a noite dessa terça-feira (23) foi cancelada.
Nesta quarta-feira pela manhã, um grupo de indígenas da Aldeia Bororó, esteve no local reivindicando benfeitorias para a região onde residem.
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