Assim que notificados, os invasores deverão deixar a área pública de forma imediata. O juiz pede desocupação da área em 5 dias úteis e o cumprimento do mandado de reintegração deverá ser feita por dois oficiais de justiça, que deverão notificar os invasores, com o recolhimento da assinatura de testemunhas presentes na diligência. Para isso contarão com escolta da força policial, a fim de auxiliar na reintegração (manutenção) e na prisão de quem resistir à ordem.
Á área invadida é localizada numa região que ganhou valorização após receber a via parque, que liga o jardim Climax até a BR-463, saída para Ponta Porã. No local estava sendo realizada a construção de 200 casas populares, mas as obras foram paralisadas com a falência da empresa construtora. "Precisamos da área desocupada para abrirmos licitação para contratação de nova empresa", disse Toninho Cruz, diretor de Habitação em Dourados.
Ocupação
O que chama a atenção na área invadida é a quantidade de veículos no local. Há camionetes e carros de passeio zero quilômetro. Há também motocicletas, bicicletas e carroças, meio de transporte de alguns invasores mais modestos.
A divisão dos lotes, no primeiro e segundo dia de invasão, estava de forma ordenada, em tamanhos de 200 metros quadrados. Porém, com o aumento significativo de famílias, tudo mudou. Há crianças e idosos no local.
A invasão deu margem para oportunistas "venderem" lotes da área pública. Algumas pessoas denunciaram ao Douradosagora que um homem pegou para ele uma área equivalente a uns 10 terrenos e cobrava 100 reais para as pessoas montarem barraco no local.
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Foto: Hedio Fazan - Dourados Agora