Orientados por um advogado, eles aguardam uma decisão por parte da prefeitura sobre a distribuição dos lotes e possível construção de casas populares no terreno onde estava sendo erguido o conjunto residencial Estrela Guassú.
As obras no residencial foram paralisadas por causa de problemas financeiros da empreiteira, e por isso, famílias de desabrigados e acampados decidiram invadir o local como forma de protesto, tentando pressionar as autoridades.
“Não queremos problemas ou confusão, apenas exigimos o direito de uma moradia digna. Hoje em dia o aluguel está muito caro e não é qualquer pessoa que tem condições de pagar, que dirá nós, que muitos não têm registro em carteira e depende de diárias. Um casal de trabalhadores não pode criar seus filhos na rua”, disse Wellinton Neves Lourenço, um dos invasores.
Ele conta que a comunidade está de olho nos “aproveitadores”. “Muitos oportunistas que já têm residência fixa e alguns até carro novo, se aproveitaram para tentar lucrar com nossa ação. Eles se aproveitam de nosso desespero apenas para se enriquecerem. Estamos de olho neles e no momento certo, iremos desmascará-los”, disse.
O prefeito Murilo Zauith, desde o início da ocupação, afirmou que não iria utilizar nenhum tipo de força pra retomar a área. Na última semana uma equipe de assistência social da prefeitura esteve no local cadastrando cada uma das famílias para um programa de moradia popular.
Com uma faixa, os moradores agradeceram a atenção do prefeito. “Agradecemos ao prefeito Murilo pela palavra com os moradores do loteamento social Estrela Guassú. Muito Obrigado”, dizia a faixa pregada entre duas árvores em uma rotatória instalada na Via Parque, em frente à zona de invasão.
Leia Também
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Com faixa, moradores agradecem o apoio da prefeitura.(Foto: Cido Costa - Dourados Agora)