Segundo Maurício Neguinho, uma das lideranças das 360 pessoas que estão acampadas no local, até o momento nenhuma delas foi oficialmente notificada pela Justiça. Ele acredita que a prefeitura esteja articulando alguma saída para que todos sejam transferidos para outro ponto, enquanto aguardam benefícios de projetos habitacionais.
Na última segunda-feira, assistentes sociais da Secretaria Municipal de Habitação estiveram na propriedade para cadastrarem as últimas pessoas. Assim que houver a notificação, os invasores terão um prazo para se retirar. Ele explica que a expectativa é que antes que isso aconteça, a administração do município apresente uma solução, caso contrário, terá início o ‘protesto das sombrinhas’.
“O prefeito cumpriu com sua palavra de não usar a força para nos retirar, porém, desde sua visita, temos vivido grande expectativa sobre a possibilidade de uma moradia popular. As pessoas estão desesperadas por um lar. Muitos estavam no aluguel, devendo e certamente seriam despejadas, sem ter para onde ir. Confiamos no poder público, porém, se nada for feito e tivermos que abandonar a área, vamos às ruas”, disse.
Ele definiu o protesto das sombrinhas: “Vamos juntar todas as famílias e outras entidades que nos apoiam, e marcharemos usando sombrinhas. Partiremos da área invadida, seguindo pela Avenida Marcelino Pires, passando pela Praça Antonio João, indo pelo centro até chegarmos à prefeitura, de onde continuaremos até à Câmara. Tudo isso em horário comercial. Queremos que todos vejam nossa situação”.
Ainda de acordo com Neguinho, a sombrinha simboliza a prefeitura que 'prometeu' protegê-los das intempéries. No final da tarde de ontem eles fizeram uma prévia do protesto, com o que consideraram como um 'ensaio', no Jardim Clímax.
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