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Interior

Ex-genro de taxista morto em Coxim ainda não se apresentou à polícia

7 maio 2014 - 06h16 Por Mariana Anjos / Informações Edição de Notícias

Roque Marques do Carmo, 33 anos, ex-genro do taxista Antonio Lopes de Oliveira, de 45 anos, ainda não se apresentou à polícia e já é tido como procurado pela Justiça. A informação é do delegado de Rio Verde, Leonardo Antunes Ballerini Fernandes.

Com prisão preventiva decretada pelo juiz Jessé Cruciol Junior, Carmo foi apontado como mandante pelos dois homens que cometeram o crime.  Kelvin Velasquez Ferreira, de 22 anos, e Marcos Rogério Alves, de 40 anos, foram indiciados por homicídio doloso qualificado por motivo torpe e permanecem presos.

Carmo foi casado com a filha da vítima, Rosilaine da Cunha Florentino, de 25 anos, de quem estava separado há poucos meses, mas não se conformava com a separação. A foto ao lado foi tirada há cerca de sete anos.

O crime aconteceu na sexta-feira (02), na MS-423, mais conhecida como estrada que dá acesso a Serra da Alegria, em Rio Verde. Ferreira e Alves foram contratados por R$ 2 mil incendiar o carrodo taxista. Eles contaram que a intenção não era atentar contra a vida da vítima, mas a situação fugiu do controle.

Atingido por três tiros, o taxista foi socorrido pelo ex-genro, que misteriosamente apareceu no local. Assim que Oliveira deu entrada no Hospital Regional Álvaro Fontoura em Coxim, a Polícia Militar foi acionada para registrar o ocorrido.

O taxista chegou a ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande no dia seguinte, devido à gravidade dos ferimentos, mas seu estado de saúde se agravou por conta de uma infecção e ele morreu, tendo sido enterrado na manhã desta terça-feira (06) em Coxim.

Entenda o caso

Ainda em Coxim, Oliveira disse a polícia quee recebeu uma ligação por volta das 16h30 solicitando uma corrida de Coxim para a zona rural. O taxista explicou que apanhou os supostos clientes na avenida Presidente Vargas, no bairro Santo André, seguiu em direção a BR-163 e logo depois entrou na MS-423.

Depois de percorrer cerca de um quilômetro, os passageiros interromperam a viagem informando que já haviam chegado ao destino final. Quando Oliveira desceu do veículo para apanhar a bagagem dos supostos clientes, foi surpreendido pelos passageiros que anunciaram um assalto.

Conforme a o taxista, neste momento um dos ladrões sacou um revólver e disparou três vezes em direção a ele, mas a arma falhou. Mesmo assim, os ladrões ainda conseguiram acertar três tiros na vítima.

Oliveira ainda conseguiu pegar um canivete e entrou em luta corporal com os “assaltantes”, mas foi violentamente agredido com pedaços de pau e pedras, até que conseguiu fugir dos agressores, foi quando foi encontrado por seu ex-genro.

As prisões

Enquanto a polícia era acionada em Coxim, a de Rio Verde recebia denúncia de um veículo em chamas na região da Serra da Alegria e que dois indivíduos estavam fugindo do local em direção a cidade. Os policiais foram até o local e se depararam com a dupla que entrou em contradição e reforçou as suspeitas de envolvimento com o caso.

A arma usada pelos assaltantes, um revólver calibre 38, foi encontrada jogada as margens da BR-163 pelos policiais no momento da abordagem dos suspeitos.  Eles teriam tentado se desfazer do revólver quando avistaram as viaturas se aproximando do local.

Através de fotos feitas pela polícia, Oliveira reconheceu os suspeitos e apontou Alves como o autor dos disparos. Logo depois  os assaltantes foram transferidos para a Delegacia de Rio Verde O veículo, um GM Corsa Classsic que pertence ao taxista, foi totalmente destruído pelas chamas.

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